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Luana Ribeiro, deputada estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa, defendeu os  direitos dos servidores do Estado durante discurso nesta terça-feira, 02. Ela criticou a decisão do governo do Estado em parcelar a data-base dos servidores. “Expliquem-me como que uma correção salarial anual pode ser parcelada? Se ela já existe para corrigir uma defasagem? ”, questionou Luana.

De acordo com o que foi divulgado pela imprensa agora pela manhã, os sindicalistas estão avaliando a nova proposta da data-base apresentada durante reunião dos sindicatos com a Comissão de Impacto de Pessoal do governo do Estado, na Secretaria de Planejamento. Segundo a assessoria do Sindicato dos Servidores Públicos do Tocantins (Sisepe-TO), até o momento, a comissão propôs conceder a revisão geral anual com índice um 8,34%, em duas parcelas, sendo uma em junho e outra em novembro. Já o pagamento das progressões ficaria para 2016.

 A parlamentar argumentou que espera que a Justiça não permita que  o parcelamento aconteça. “E não me venham com a mesma desculpa de que ‘pegamos o estado quebrado, não havia recursos em caixa’. Esta desculpa está velha, caduca. Já passa da hora de o governo assumir as rédeas dessa administração.  São quase 200 dias de  governo”, afirmou.

Luana citou ainda os protestos por parte dos servidores efetivos realizados semana passada e esta semana, para reivindicar o pagamento da data-base e das progressões. “Não podemos nos calar diante disso, as categorias estão reivindicando direitos e precisam receber por eles”, disse.

Excesso de comissionados

Segundo o que foi apresentado pela deputada Luana, durante o discurso, o Governo do Estado tem hoje 17.996 contratos temporários e 2.136 cargos comissionados. “E a cada diário oficial este número cresce. Mas de forma contraditória, mesmo precisando de mais gente, o governo cancelou o edital com o cadastro de reserva do último concurso. Quem entende?”, questionou Luana. De acordo com a parlamentar, hoje  o governo tem um custo mensal de R$ 22 milhões somente com comissionados e contratos especiais.

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