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O procurador de Justiça Nelson Medrado e o promotor de Justiça Hélio Rubens, acompanhados de técnicos e assessores do Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa e à Corrupção do Ministério Público do Estado, procederam hoje à retirada dos lacres dos documentos e equipamentos apreendidos na “Operação Filisteu”.

O ato de deslacre foi acompanhado por técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que testemunharam todo o rito de abertura e catalogação do material apreendido durante a operação.

“A análise dos documentos será realizada pelo Tribunal de Contas dos Municípios e a perícia dos computadores pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves”, frisa o procurador de Justiça Nelson Medrado.

E complementa, “o compartilhamento dos documentos e equipamentos será efetuado após a desembargadora Maria Saavedra deferir o ofício que encaminhei solicitando autorização com esse fim”.

Todo o material apreendido pertence às secretarias do município de Parauapebas, são referentes à desapropriação, processos licitatórios, compras, entre outros.

“O material recolhido poderá comprometer pessoas ligadas à administração municipal de Parauapebas”, finaliza Medrado.

As testemunhas presentes ao ato de deslacre do material apreendido foram: Odiléa Ceilima, Melina Brito Conte, Bernardo de Oliveira Araújo e Vanessa Fonseca Sodré, todos do TCM, além de Cláudio Gonçalves Moraes, advogado de José Arantes.

Operação Filisteu

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Pará coordenou a chamada “Operação Filisteu”, realizada no dia 26 de maio em Parauapebas e que desmontou esquema criminoso de fraudes em processos licitatórios e superfaturamento de terrenos desapropriados pela prefeitura; emissão de notas fiscais frias e desvio de recursos públicos entre membros da Câmara Municipal e o comércio na região.

Atuaram na operação os promotores de Justiça de Parauapebas Hélio Rubens, Paulo Morgado Junior, Franklin Jones e Eduardo Falessi. Pelo Gaeco os promotores de Justiça, Milton Menezes (coordenador), Harrison Bezerra, Arnaldo Célio de Azevedo, Raimundo Aires, Daniel Barros e Augusto Sarmento e pelo Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa e à Corrupção, o procurador de Justiça, Nelson Medrado.

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