Nos primeiros meses de 2015, mais de mil empresas foram autuadas por causa de acidentes de trabalhos, de acordo com a Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE). Cerca de 94 empresas tiveram que fechar as portas e mais de 180 foram interditadas.

De janeiro a abril de 2015, fiscais do trabalho realizaram aproximadamente 6.850 fiscalizações, onde mais de mil foram autuadas, pois colocavam em risco a vida do trabalhador. “Isso representa a falta de investimento da empresa nos ambientes de trabalho. Representa que as empresas ainda não estão direcionando bem os seus investimentos na melhoria desses ambientes, na busca de oferecer ao trabalhador condições dignas e seguras de trabalho”, explica a chefe de fiscalização da SRTE, Edna Rocha.

O porteiro Ismael Cordeiro passou por muitas dificuldades após ter a mão direita esmagada por uma máquina de prensa em uma fábrica de telhas, localizada em São Miguel do Guamá, no nordeste do estado. “A gente não usava óculos, bota e nem fone de ouvido”, conta.

“Sempre é arriscado cair uma fagulha no olho. Seria bom ter um óculos, eu não uso porque o trabalho é tranquilo e a gente não tem escala de produção para ficar na correria”, conta o marceneiro Raimundo Abreu.

Segundo o especialista em segurança do trabalho, Manoel Souza, as empresas precisam fazer investimentos na segurança de seus funcionários. “Se a empresa investe na qualidade do seu produto, ela investe em diversos profissionais para apresentar um produto e disputar um mercado junto ao mercado consumidor. Ela deveria apresentar o seu investimento em segurança do trabalho como diferencial do seu produto no mercado”, explica.

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