Palmas é a segunda capital do País com a maior proporção (11%) de motoristas que afirmaram dirigir depois de consumir bebida alcoólica, ficando atrás apenas de Florianópolis (SC), com 14%. Os dados são do Vigitel 2014, divulgados na última sexta-feira, pelo Ministério da Saúde. A Vigitel ouviu 40,8 mil pessoas com mais de 18 anos de idade nas capitais do país.

Por outro lado, segundo o ministério, após o endurecimento da Lei Seca, em 2012, o percentual de adultos que admitem beber e dirigir em Palmas teve queda de 27%. No último ano, 11% dos moradores da Capital dizem ainda manter o hábito de conduzir veículos motorizados após o consumo de qualquer quantidade de álcool – o que indica uma queda em relação a 2012, quando 14,7% dos entrevistados referiram cometer a infração. Os homens de Palmas (17,2%) assumem mais os riscos da dupla álcool e direção do que as mulheres (4,7%).

No Brasil, o percentual de adultos que admitem beber e dirigir teve queda de 16%, segundo o Vigitel 2014. No último ano, 5,9% dos brasileiros dizem ainda manter o hábito de conduzir veículos motorizados após o consumo de qualquer quantidade de álcool – o que indica uma queda em relação a 2012, quando 7% dos entrevistados referiram cometer a infração. Os homens (10,7%) assumem mais os riscos da dupla álcool e direção do que as mulheres (1,7%). Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE) se destacam como as capitais com o menor percentual de entrevistados que referiu dirigir depois de beber (3%).

Ainda segundo o Ministério da Saúde, outro indicador que demonstra um possível resultado da aplicação da Lei é a redução, pela primeira vez em dez anos, no número de mortos no trânsito no País. Entre 2012 e 2013, o número de óbitos por vítimas de acidentes de trânsito passou de 44.812 para 42.266, redução de 5,7%. Com isso, a taxa de mortalidade também teve queda de 6,5% em um ano, passando de 22,5 mortos por 100 mil habitantes em 2012 para 21, em 2013.

Avaliação

O professor de direito penal do Centro Universitário Iesb e autor do livro Embriaguez ao Volante e na Aplicabilidade Jurídica do Exame Visual, Marcelo Zago, faz um balanço positivo dos sete anos de vigência da Lei Seca. “Quando se leva em conta que o número de veículos aumentou, possivelmente, o número de acidentes iria aumentar, mas eles permanecem estáveis e vêm diminuindo em alguns pontos de rodovias federais.”

Zago considera importante que, paralelamente à lei que proíbe a combinação de álcool e direção, fazer constantes campanhas de educação no trânsito. “É uma legislação que vem sendo endurecida à medida que o tempo passa, porque o clamor social é grande. O endurecimento da legislação, por si só, não gera efeito tão benéfico quanto o que vem com a educação no trânsito. É necessária uma mudança de mentalidade.” (Jornal do Tocantins)

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