Governador Flávio Dino participando ‘Encontro Estratégico: Nordeste 2030 – Desafios e Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável’, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Foto: Rafael Arrais/Secap
Governador Flávio Dino participando ‘Encontro Estratégico: Nordeste 2030 – Desafios e Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável’, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Foto: Rafael Arrais/Secap

O governador Flávio Dino participou, nesta terça-feira (21), do ‘Encontro Estratégico: Nordeste 2030 – Desafios e Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável’, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), no Centro Administrativo Presidente Getúlio Vargas (CAPGV), sede do Banco do Nordeste, em Fortaleza. O evento reuniu todos os governadores do Nordeste para debater, entre vários assuntos, a importância do planejamento de longo prazo.

Com o tema ‘Reconstruindo a Confiança no Setor Público para a Implantação de Políticas Prioritárias em prol do Desenvolvimento Sustentável’, o painel no qual o governador Flávio Dino participou foi mediado pelo ministro substituto do TCU, Marcos Bemquerer e contou também com a presença dos governadores de Alagoas, Renan Filho, e de Sergipe, Jackson Barreto.

Em sua explanação, Flávio Dino fez uma abordagem da conjuntura nacional e ressaltou que as instituições políticas vivem uma crise muito aguda, sobretudo no descrédito e distanciamento da sociedade, com prejuízos na sua funcionalidade e operacionalidade. Ele explicou que a saída para esse momento de instabilidade tem dois âmbitos que se confundem.

“Acredito que é fundamental nesse momento, em primeiro lugar, desejar e compreender que é imprescindível repactuar as relações entre as várias forças políticas brasileiras, diante de um diálogo de alto nível, em questões programáticas, sobretudo, para solução da crise econômica muito aguda que causa desemprego de milhões de brasileiros. Essa é a agenda principal”, esclareceu.

Ainda de acordo com o governador do Maranhão, a agenda punitiva, repressiva e policial tem que continuar. “A Operação Lava Jato tem que continuar, mas nós temos que ter a capacidade de entender que só isso não é suficiente para que o Brasil saia da crise. É preciso que os políticos e a sociedade mobilizada façam sua parte”, enfatizou.

Para Flávio Dino, a falta de uma forma política concreta fez com que o sistema político institucional atual caminhasse para a inviabilização. “Lamentavelmente ele não se auto reformou e veio a reforma de fora para dentro, mediante exatamente essas ações investigativas e repressivas”, realçou.

Segundo o governador do Maranhão, é hora de, mediante a reconexão da política com a sociedade, estabelecer condições para a política ocupar o papel que é seu, modo insubstituível, que é fazer uma agenda positiva enfrentando os grandes problemas nacionais. “Nós perdemos essa dimensão nos últimos anos e isso é muito grave. Acho que essa é a questão principal hoje a ser tratada quando nós falamos de Estado e setor público”, finalizou.

Também participaram do ‘Encontro estratégico: Nordeste 2030 – Desafios e Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável’, o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Marcos Holanda, o vice-presidente do TCU, ministro Raimundo Carreiro, os ministros do TCU José Múcio Monteiro, Augusto Nardes e Benjamin Zymler e os governadores do Ceará, Camilo Santana; da Bahia, Rui Costa; do Piauí, Wellington Dias; da Paraíba, Ricardo Coutinho e de Pernambuco, Paulo Câmara.

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