O governador Simão Jatene cumpriu agenda oficial de trabalho nesta terça-feira (7) em Brasília, onde teve reuniões em dois ministérios acompanhado da equipe de governo e do senador Flexa Ribeiro. Na pauta, assuntos como a cobrança por medidas que garantam a devida compensação ao Estado pelo uso dos recursos naturais, como as hidrelétricas, e a apresentação do projeto de uma ferrovia genuinamente paraense, ligando o sul do Pará ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena.

Na primeira reunião na capital federal, Jatene teve encontro com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, acompanhado do senador Flexa Ribeiro e dos secretários Adnan Demachki, de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, e Helenilson Pontes, de Assuntos Institucionais. O governador cobrou medidas de compensação devidas ao Estado por conta da exploração de recursos naturais.

No segundo compromisso da agenda oficial em Brasília, Simão Jatene se reuniu com o ministro Moreira Franco, da Secretaria Executiva de Programas de Parcerias e Investimentos (PPI). Na audiência, o governador do Pará apresentou o projeto de uma ferrovia genuinamente paraense, ligando o sul do Estado até o Porto de Vila do Conde, em Barcarena. Participou também do encontro o chefe da representação do Governo do Estado em Brasília, Ophir Cavalcante Junior.

A proposta já foi apresentada em outras oportunidades para diferentes esferas de governo, investidores e empreendedores. “Nos últimos anos temos observado uma nova corrida rumo ao Norte, dessa vez mais calçada na iniciativa privada, ao contrário do que ocorreu no passado. Por isso, é ainda maior a expectativa de confirmarmos a chegada de investidores e grandes empresas para o Estado, não só para obras e projetos de infraestrutura, mas também com indústrias, aproveitando o nosso potencial geográfico”, destacou Jatene.

“Queremos andar com o projeto numa ação conjunta, sem qualquer desarmonia, pois o desenvolvimento do Brasil passa pelo Pará, que tanto contribuiu e quer continuar contribuindo com o país. Porém, de forma justa, que é através do próprio desenvolvimento”, disse o governador.

Para o ministro Moreira Franco, neste momento de crise o principal esforço deve ser a busca por novos empreendimentos como forma para restabelecer a confiança nos investimentos. “Não podemos ter restrições de natureza ideológica e vamos analisar conjuntamente, colocando as equipes técnicas do Ministério e do Governo para trabalhar de forma coesa, analisando tecnicamente o projeto e a melhor forma de viabilizá-lo”, destacou Moreira Franco.

Estrangeiros – O projeto da ferrovia também foi apresentado ao Ministro das Relações Exteriores, José Serra. Afinal, a iniciativa atrai a atenção de investidores estrangeiros, como argelinos, chineses e países do continente europeu. “Estamos apresentando a proposta, pois a atuação do ministro Serra estará muito pautada no comércio exterior e na imagem do Brasil perante o mundo. Logo, um projeto ousado e viável como é o da ferrovia paraense ajuda a demonstrar que o país possui medidas e oportunidades para superar a crise e gerar investimento”, destacou Adnan Demachki.

O senador Flexa Ribeiro lembrou que o Pará é um dos principais exportadores do país e está entre os maiores responsáveis pelo saldo da balança comercial brasileira. “Porém, o Estado está buscando mecanismos de internalizar e consolidar o desenvolvimento de fato. Como o governador costuma dizer, não queremos ser apenas corredor de passagem e sim garantir meios que permitam que o Pará possa se desenvolver, sendo esta a nossa contribuição efetiva e justa com o desenvolvimento do Brasil”, disse.

Além da apresentação do projeto da ferrovia, o governador Simão Jatene destacou diversas iniciativas que o Estado vem fazendo com organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), entre outros.

“Estamos nos aproximando desses organismos pois é certo que a Amazônia atrai a atenção mundial e somente se nos determinarmos a não aceitar a ideia de ir a reboque, mas sim ajudar a construir um novo tempo, trocando e buscando experiências, poderemos de fato avançar para combater nossos maiores adversários, que são a pobreza e a desigualdade. Esses organismos tem em sua gênese o mesmo ideal, que é garantir um mundo mais justo e nesse sentido podemos unir esforços”, apontou Jatene.

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