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O governo do Estado reforçou que não há condições de fazer o implemento da data-base deste ano aos servidores. A proposta feita em reunião na manhã de hoje aos sindicatos é o parcelamento do passivo de 2015 em 28 vezes, com inclusão na folha de julho, mas sem previsão de conceder a reposição de 2016.

Os servidores acenam que não vão aceitar a proposta e o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe), Cleiton Pinheiro, disse que “a possibilidade de uma greve geral no Tocantins se torna mais real”.

Durante a reunião o Grupo Gestor do Governo apresentou os números da situação das contas públicas e afirmou que os R$ 23 milhões de impacto na folha mensal não poderiam ser implementados neste ano. Vale ressaltar que hoje o gasto com pessoal do Estado ultrapassa o limite máximo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O índice chegou, no primeiro quadrimestre deste ano, aos 52,66%.

As assembleias gerais das categorias devem acontecer até sábado e ainda na tarde de hoje o Movimento de União dos Servidores Públicos Civis e Militares do Estado do Tocantins (Musme) vai se reunir para definir uma agenda única de discussões para que cada sindicato discuta com seus representados. “A categoria está arrepiada com o que está vendo. O sindicato está com a caixa de e-mails cheias, as mensagens no celular não param de chegar e as ligações também são inúmeras. Os servidores estão insatisfeitos e o governo não tem noção do que é uma greve geral”, alertou Pinheiro. (Jornal do Tocantins)

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