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Sete das 18 unidades hospitalares estaduais estão em obras que se arrastam, em alguns casos, por mais de três anos, afetando diretamente a população. Em Gurupi, no Sul do Estado, as obras do hospital geral do município estão em andamento desde setembro de 2013, sem previsão de conclusão, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A situação se repete no Hospital Geral de Araguaína (HGA), que está com obras paradas desde novembro do mesmo ano.

Em Paraíso do Tocantins, o Hospital Regional (HRP) teve as obras de reforma e ampliação iniciadas em 2014 e estão em andamento até hoje. Mesmo com o governo entregando 30 novos leitos em março deste ano, não houve melhorias, de acordo com o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do Tocantins (Seet). O bloco 03 do HRP passa por reforma desde fevereiro deste ano, quando foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) ordem de reinício parcial dos serviços com previsão de término em março de 2017.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado do Tocantins (Sintras), Manoel Pereira de Miranda, essas reformas infindáveis trazem transtornos a pacientes e profissionais. “O ambiente fica mais insalubre que o normal. Além da doença, temos poeira e tintas. Pacientes são amontoados por diminuir o número de leitos ao fechar enfermarias para reforma”, pontua o presidente.

O Hospital Regional de Augustinópolis passa por obras de revitalização, ampliação e construção de novos blocos e alas desde junho de 2013. Em abril deste ano, o governo entregou a primeira fase da unidade, com 2.791,44 m² de área construída. São 82 novos leitos que atende cerca de 200 mil habitantes da região que compreende 25 municípios do Bico do Papagaio e o Sul do Pará.

Norte a Sul

Enquanto a construção do Hospital Geral de Gurupi (HGG) e HGA não finaliza, a população segue sendo atendida pelos Hospitais Regionais dos municípios. Em Gurupi o problema é minimizado, pois o HRG está numa propriedade que anteriormente era da rede particular.

O HRA, no entanto, é tido como “retalho de puxadinhos” pelo presidente do Sintras. Miranda afirma que uma quadra inteira foi transformada em uma unidade.

“O cheiro de esgoto acentua ao entrar no hospital. Você fica horrorizado de como se atende paciente naquelas condições”, desabafa. “O sindicato apela para as autoridades que priorizem principalmente as obras de Araguaína, para poder dar dignidade a quem está recebendo o serviço”, diz.

O pronto socorro do Hospital Regional de Dianópolis (HRD) está passando por manutenção predial, com reforma em sua estrutura física, hidráulica e elétrica. A Sesau informou que projeto básico que prevê construção do centro de parto está sendo finalizado para, posteriormente, ser aberta licitação.

O Hospital Regional de Miracema (HRM) está com as obras de ampliação da unidade paradas desde 2014, de acordo com o diretor-geral da unidade, Sávio Cerqueira Lima. O diretor informa que, mesmo com as obras paradas, o HRM segue fazendo atendimentos sem interferências.

Recursos

A Sesau informou que o governo do Estado busca recursos para retomar as obras do HGA e HRM. Em março deste ano, o governo estimou conclusão de 43,14% das obras no HGG. (Jornal do Tocantins)

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