A Polícia Civil está à procura do fazendeiro Alcides Theodoro da Silva, 63 anos, acusado da autoria de um homicídio, em 26 de abril deste ano, em Palestina do Pará, sudeste do Estado. Atualmente foragido, ele teve mandado de prisão temporária decretada pela Justiça em decorrência da conclusão de inquérito policial em que foi indiciado pelo crime. A vítima foi Johab Silva Simão, 30 anos, que era funcionário da fazenda Água Branca, de propriedade do acusado, e que foi morto a bala durante uma discussão. O delegado Toni Rinaldo Rodrigues de Vargas, responsável pelo inquérito, indiciou Alcides com base no artigo 121, parágrafo 2º, Incisos I e IV, do Código Penal, por homicídio qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Informações sobre o paradeiro do fazendeiro devem ser repassadas ao serviço telefônico Disque-Denúncia, pelo número 181. A ligação é totalmente sigilosa. Na conclusão do inquérito, o delegado relata declaração prestada por testemunha.

Segundo o relato, o crime foi resultado de uma discussão entre o fazendeiro e o funcionário por causa de uma sela de montaria. Em 26 de abril deste ano, Alcides estava na propriedade rural, por volta do meio-dia, quando brigou com Johab a quem acusou de não ter utilizado a sela de montaria para conduzir um cavalo até o curral da fazenda. Na chegada ao curral, relatou a testemunha, o fazendeiro teria começado a insultar o funcionário. Logo em seguida, segundo a testemunha, o fazendeiro teria pego no curral um relho, espécie de chicote de couro trançado, e teria começado a surrar o lombo do cavalo ainda com a vítima montada no animal. Com as chicotadas no cavalo, Johab acabou batendo a cabeça no teto do curral, o que fez com o funcionário descesse da montaria, para discutir com o patrão, afirmando que não era moleque e que não tinha medo do fazendeiro.

Alcides, logo em seguida, sacou um revólver que trazia consigo e, à curta distância, efetuou um disparo no rosto da vítima, que morreu no local. Após o crime, Alcides fugiu da fazenda e permanece foragido. Dois dias depois do homicídio, o delegado representou pela prisão do indiciado na Justiça. Ainda, conforme o delegado, a testemunha ocular do crime foi ouvida em dois momentos distintos durante o inquérito. Durante as investigações, o delegado deu cumprimento a mandados judiciais de busca e apreensão na casa do acusado, em Palestina do Pará, e na residência da filha do fazendeiro, localizada na cidade de Araguatins, no Estado de Tocantins, além de outras buscas realizadas na região. Outras testemunhas também foram ouvidas.

O fazendeiro, destaca no relatório o delegado, é apontado como uma pessoa violenta, que já teria agredido fisicamente outro funcionário, com uma chicotada de relho no rosto, durante uma cavalgada em setembro de 2015, em Palestina do Pará. A agressão teria resultado na perda parcial de visão do funcionário. Há relatos ainda de atos de violência e maus-tratos cometidos pelo fazendeiro contra funcionários nas fazendas Rainha, onde o acusado mora, e Água Branca, onde ocorreu o crime. O delegado já deu entrada com ofício, no Departamento de Polícia Federal, solicitando a cassação dos registros da arma de fogo de propriedade do acusado e que foi usada no crime.

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