Uma operação com o objetivo de desarticular grupo criminoso especializado na prática de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi deflagrada hoje pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Previdência Social. A operação “Famulus” cumpre quatro mandados de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva em Gurupi, Formoso do Araguaia, Palmeirópolis e Figueirópolis, no Sul do Estado.

Conforme a PF, a Justiça Federal ordenou também que o INSS suspenda um benefício previdenciário que foi instruído com documentos que foram fraudados por um escritório de advocacia que atuava na área. A PF informou que entre os conduzidos coercitivamente está uma advogada, sua mãe, um dos funcionários e um beneficiário.

Fraudes 

A PF informou que os suspeitos cooptavam pessoas que queriam obter previdenciários. Elas entregavam seus documentos para o escritório da advogada suspeita que alterava os campos relativos ao status social do requerente.

Posteriormente, os investigados davam entrada no pedido junto ao INSS sem os documentos básicos para a concessão. A finalidade era que estes fossem indeferidos para posteriormente serem concedidos através da Justiça Federal.

Ao todo são 26 procedimentos em investigação até o momento. A suspeita é que já tenha sido causado um prejuízo de R$ 412 mil. Ainda conforme a PF, com a deflagração da Operação Famulus, foi evitado um desfalque de mais de R$ 3 milhões nos cofres públicos.

Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário, que tem pena de um a cinco anos.

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