Os servidores públicos do Estado estão organizando um grande ato em frente o Palácio Araguaia para a próxima terça-feira, dia 5, a partir das 16 horas. Após a solicitação feita ao governador Marcelo Miranda para uma audiência para tratar do retroativo da data-base de 2015 e do índice deste ano, que deveria ser incorporado ao salário na folha de pagamento de julho, o Movimento de União dos Servidores Públicos Civis e Militares do Estado do Tocantins (Musme) relata que não recebeu resposta e por isso a partir de hoje começa a mobilização junto aos servidores para o que eles denominam de “grande ato” com o objetivo de pressionar Marcelo Miranda a receber os representantes dos servidores.

Nesta segunda, 27, durante a posse da nova secretária de Educação, Juventude e Esporte (Seduc), Wanessa Sechim, o governador falou da importância dos servidores públicos na administração pública e lembrou que a gestão está “fazendo tudo para atendê-los [SERVIDORES]de acordo com as possibilidades do nosso Estado”.

Até agora, os sindicatos negociaram com o Grupo Gestor do governo, mas querem audiência com o governador e uma proposta formal para pagamento da reposição salarial que é calculado conforme a inflação dos últimos 12 meses. “O nosso pedido é que não haja mais intermediários e a partir de hoje começamos a mobilização para o ato do dia 5. Vão ser todas as categorias voltadas para o mesmo trabalho e o objetivo é forçar o governo a receber os sindicatos e apresentar proposta”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe), Cleiton Pinheiro.

Neste primeiro momento, segundo o Sisepe, a concentração será realizada apenas na Capital, no entanto, outras ações estão programadas para as cidades do interior e acontecerão gradativamente. Na semana passada, os sindicatos realizaram diversos protestos como a colocação de faixas em frente aos órgãos públicos e o Dia de Luto, com os servidores vestidos de preto.

Com a concentração em frente o Palácio, os servidores pretendem continuar chamando a atenção do governo e da população sobre a importância do pagamento do direito garantido por lei.

Já o governo continua afirmando que reconhece o direito, mas a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e os limites estabelecidos para gasto com pessoal impedem a concessão. (Jornal do Tocantins)

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