Aproximadamente 100 veículos clonados foram retirados de circulação no Estado pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (Derfrva), de janeiro de 2015 a maio deste ano. O trabalho de investigação é meticuloso e leva tempo, uma vez que é preciso identificar itens que em abordagens de rotina não são percebidos. Quem for pego com veículo clonado responderá por receptação dolosa com cinco anos de reclusão.

Somente na semana passada três veículos clonados foram identificados na Capital. O Hyundai HB20 foi roubado em Anápolis (GO) e vendido por R$ 10 mil. Ele foi recuperado em Palmas e teve as informações originais adulteradas, porém com o produto reagente foi possível chegar ao chassi original do veículo. A Santa Fé teve o chassi recortado e foi colado um falso em cima. Já o Honda Civic recuperado no último dia 30 de maio. Ele foi roubado em maio desse ano em Aparecida de Goiânia (GO), e estava com suas características originais adulteradas. O carro estaria em poder de Rodrigo Tenório Cavalcante, de 28 anos, que foi autuado em flagrante por receptação e uso de documento falso.

Clonagem

Segundo o delegado da Derfrva, Rossílio de Souza Correia, nos veículos clonados, os criminosos mudam o chassi, placa, vidro, motor, etiqueta, lacre e Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) dos veículos roubados.

A descoberta da clonagem só é possível através de investigação policial, através de um critério bastante técnico e reagentes ou vistorias realizadas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que acontecem de falhar. “Estão fazendo tão bem feito que alguns carros clonados estão passando na vistoria. Pegamos um Toyota Corolla em Gurupi, o cara roubou o carro em Goiânia (GO), foi no Detran, em Araguaína, Norte do Estado, fez a vistoria e passou para o nome dele, aí o dono do veículo original que viu que o Corolla não estava mais em seu nome”, exemplificou.

Para que o interessado no veículo não caia no golpe, o delegado pede para o comprador ir ao Detran transferir imediatamente o veículo para o seu nome, além de ver a origem e procedência do veículo e do vendedor, já que se o proprietário do veículo clonado for pego responderá por receptação dolosa com cinco anos de reclusão. Ainda segundo o delegado, o comprador será investigado para ver se comprou o carro com boa ou má fé. “Como exemplo, se a pessoa pagou um terço do valor de mercado do veículo, a gente sabe que agiu de má fé e estava com o veículo clonado”, finalizou. (Jornal do Tocantins)

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