Uma comissão formada por indígenas que moram nas proximidades do lixão de Grajaú foram ouvidos numa em audiência pública, na Câmara Municipal de Grajaú.

A audiência pública reuniu representantes das esfera municipal, estadual e federal. No encontro, ficou acertado que, após visitas técnicas nas aldeias que vivem da coleta de resíduos retirados do lixão, será definido um plano de ações, que devem ser desenvolvidas para melhorar a qualidade de vida dos indígenas da etnia Guajajara-Tenetehara, da Terra Indígena Bacurizinho.

Os representantes dos indígenas do Bananal ficaram encarregados de identificar as famílias que vivem do lixão e, entregar um relatório para a secretaria municipal de assistência social.

Depois de concluído o relatório, uma comissão deve fazer uma visita técnica nas aldeias impactadas pelo lixão. A partir da avaliação, serão planejadas, junto com os indígenas, as ações para a região.

A audiência pública contou com representantes das aldeias Cacoal, Brejão, Mangueirinha Taiada, Cachoeirinha, Planaltinho/Bananal, Buritirana, Ponta d’água/Sambaiba, e Irimi.

Para Raimundo Carlos da Silva, da aldeia Belo Sonho, na região do Bananal, o problema vai além do lixão. “O que acontece no lixão é um ato de violência e violação dos nossos direitos. Precisamos entender as causas que levaram as comunidades a estarem nessa situação para então buscar formas de solucionar o problema”, frisou. (iMirante)

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.