O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou e embargou cinco fazendas nos municípios de Paragominas e Ulianópolis, no sudeste do Pará, por danificar vegetação nativa e por estar com irregularidade na licença ambiental. A equipe de fiscalização, que passou oito dias em operação no local, identificou, além da derrubada e queima das árvores, fornos de produção de carvão vegetal, os quais utilizavam a lenha extraída das próprias áreas.

“Os dois municípios saíram da lista dos principais desmatadores do Estado. Esses novos desmatamentos podem representar um retrocesso nas conquistas realizadas, além dos prejuízos que ambos podem ter, como, por exemplo, o fechamento de portas para o crédito bancário, além de operações severas de combate ao desmatamento”, disse o superintendente do Ibama no Pará, Hugo Américo Schaedler.

Desmatamento

No total, aproximadamente 2 mil hectares foram desmatados e o material lenhoso resultante foi queimado, com o intuito de limpar a área para a plantação de soja. Os proprietários alegaram limpeza da área. Eles foram multados em um valor que a soma chega a R$ 10 milhões.

De acordo com o Ibama, a alegação dos fazendeiros foi baseada na a Instrução Normativa nº 02/2014, de 26 de fevereiro de 2014, da Secretaria de Meio Ambiente do Pará, que define critérios e procedimentos para a realização de limpeza de área e para a obtenção de autorização de desmatamento. Contudo, o que o Ibama observou foi que os proprietários estavam burlando a Instrução Normativa.

“Há uma certa confusão na legislação para o caso, que permite o uso equivocado, impactando negativamente no desmatamento do Estado. Já iniciamos tratativas com a Secretaria Estadual para que sejam revistos os procedimentos”, disse, o superintendente do Ibama no Pará, Hugo Américo.

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