A Polícia Civil do Pará desarticulou uma associação criminosa interestadual responsável por aplicar golpes por meio da internet. Ao todo, dez pessoas foram presas, por ordem judicial, em Pernambuco e na Bahia, por policiais civis de unidades policiais paraenses enviados a esses Estados. O grupo criminoso tem vítimas em, pelo menos, sete Estados brasileiros: Pará, Maranhão, Tocantins, Ceará, Bahia, Santa Catarina e São Paulo. Denominada de operação “Estrela”, a ação policial resultou de investigações iniciadas em novembro do ano passado, em Capanema, nordeste do Pará. Os presos foram transferidos para Belém e serão apresentados, nesta segunda-feira, 27, na Delegacia-Geral.

O delegado Bruno Brasil, da Delegacia de Capanema e presidente do inquérito, explica que a ação do grupo criminoso foi descoberta depois que responsáveis por uma empresa de venda de veículos, em Capanema, terem procurado a unidade policial para registrar boletim de ocorrência. Eles denunciaram que “hackers” haviam criado uma página na internet falso em nome da empresa e estavam fazendo anúncios de vendas de carros. Ainda, de acordo com o delegado, na denúncia, a empresa alegou ter sido procurado por vítimas que diziam terem feito depósito do valor de entrada da compra de um carro. Porém, tudo não passava de um golpe. As investigações iniciaram e, durante os levantamentos, a equipe de policiais civis apurou que o crime era praticado desde as cidades de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia. Assim, o delegado requereu à Justiça os mandados judiciais que foram cumpridos hoje.

De um total de 11 mandados de prisão expedidos, dez foram cumpridos nas cidades de Petrolina, Cabrobó e Lagoa Grande, em Pernambuco, e em Juazeiro, Senhor do Bonfim e Jacobina, na Bahia. Foram designados para comandar a operação, os delegados Bruno Brasil, de Capanema; Carlos Vieira, de Castanhal; Luciano Cunha, de Soure, e Humberto Melo, de Belém, juntamente com policiais civis do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro e do Núcleo de Inteligência Policial (NIP). Conforme o delegado Bruno Brasil, o pernambucano Joventino Soares Ramos, de apelido Jove, é apontado como o líder do grupo. Preso em Petrolina (PE), ele foi flagrado com mais de R$ 17 mil em dinheiro. Joventino já responde a processos criminais por estelionato, em São Paulo, Pernambuco e no Pará.

Outros oito presos são o baiano Vandevelton Santana Caldas, de apelido “Vando” preso em Senhor do Bonfim (BA); o baiano Emerson Gonçalves, de apelido “Binha”, preso em Juazeiro (BA); o pernambucano Erisson Gonçalves, de apelido “Edson”, preso em Lagoa Grande (PE); o baiano Wesley Ramos Oliveira, preso em Jacobina (BA); o baiano Danilo Conceição da Silva, preso em Juazeiro (BA); o pernambucano Marcos Aurélio Santana Novaes, preso em Cabrobó (PE); o pernambucano Flávio Ferreira da Silva, de apelido “Dodô”, preso em Petrolina (PE), e o pernambucano César Rodrigues dos Santos, conhecido como “Cesinha”, preso em Petrolina. O décimo preso é o mineiro Eduardo José Souto, de apelido “Mineiro” ou “Mineirinho”, preso em Petrolina. Ele já responde a processo criminal em Minas Gerais.

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