img-20150728-wa0005

O lixão de Riachinho, tem causado muita dor de cabeça para os moradores que são vizinhos do local. A moradora Sônia Maria de Sousa Melo, de 43 anos, conta que os resíduos são descartados no local sem qualquer tipo de separação e constantemente o lixo pega fogo. O lixão fica a apenas 2 km da cidade, na região conhecida como via Garimpinho.

“Lá eles jogam lixo hospitalar, pneus, restos de carne dos açougues e todo o tipo de resíduo da cidade.”

Segundo a moradora, além de atrair animais peçonhentos e silvestres, quando os resíduos pegam fogo a vida nas proximidades fica ainda pior. “A fumaça que vem é toxica. Tem dia que meu marido precisa tirar o leite com máscara. Tenho uma neta de dois meses e na última semana foi preciso deixá-la na cidade por conta da fumaça.”

A Prefeitura de Riachinho foi procurada e o secretário de administração, Wherson Gomes Saraiva, afirmou a distância do local está dentro das normas, pois o lixão não está na zona urbana. O secretário afirmou ainda que uma máquina foi contratada para cavar uma nova vala e cobrir o material já acumulado.

img-20150728-wa0006Quanto ao fogo que, segundo a moradora, constantemente toma conta do lixão, a secretária do Meio Ambiente, Mônica da Silva Lima Araújo, diz que as causas são naturais. “É comum o lixo entrar em combustão por conta do processo químico que gera o chorume.”

Já em relação a falta de separação dos resíduos, a secretaria afirmou que já foi firmado contrato com uma empresa que será responsável pelo lixo hospitalar, a partir do mês de agosto. Ela afirmou ainda que o município já tem um projeto protocolado na Fundação Nacional da Saúde (Funasa) para a criação de um aterro sanitário consorciado, com os municípios de Angico e Ananás.

Procurado o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) afirmou que ainda não recebeu qualquer denúncia sobre o caso.

Plano de resíduos

Terminou em agosto de 2014 o prazo para erradicação dos lixões e implantação de aterros sanitários no Brasil, conforme estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). No Tocantins, entretanto, das 139 cidades, 117 ainda não haviam concluído o plano de resíduos sólidos e nem começado a implantar os aterros sanitários.

Conforme o diretor de Políticas Ambientais da secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Adão Maia, a realidade continua a mesma. “Só existe aterro sanitário licenciado em Palmas. Em Gurupi há um aterro controlado, mas nos demais municípios existe um gargalo. Embora alguns possam ter dado entrada em projetos, nenhum outro instalou o aterro.”

O diretor afirmou ainda que a responsabilidade pelos resíduos é dos municípios, que deveriam ter feito seus projetos para buscarem recursos junto ao governo federal. “No primeiro semestre do próximo ano devemos concluir o Plano Estadual de Resíduos Sólidos, que também dará o um norte para que esses municípios possam buscar os recursos necessários para criarem seus aterros sanitários.” (G1)

COMPARTILHE

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.