A Polícia Federal informou nesta terça-feira (28) que os servidores do INCRA de Marabá, no sudeste do Pará, presos durante a manhã, cobravam propina para  regularizar terras da União. “Essas pessoas atuavam com divisão de tarefas, cobravam propina para acelerar alguns procedimentos e, algumas vezes, os títulos eram fraudados em nomes de ‘laranjas'”, explica o delegado da PF, Antônio Carlos Cunha Sá.

Os servidores do Incra de Marabá e também os advogados do órgão foram presos após suspeitas de fraudes na regularização de terras no estado. Onze mandados de prisão, três de condução coercitiva e treze de busca e apreensão foram cumpridos no sudeste do estado, nas cidades de Marabá e Jacundá, além de Belém e Natal, no Rio Grande do Norte.

Segundo a PF, os suspeitos detidos fazem parte de uma organização criminosa que cobrava propina para regularizar áreas sem critérios definidos pelo programa Terra Legal, do Governo Federal, além de facilitar a legalização de módulos de terra. “As prisões serviram para interromper as atividades criminosas. As investigações vão continuar, pois nós queremos entender o que era feito no Terra Legal, quanto era cobrado por cada procedimento e quais as pessoas que pagaram  para a obtenção dos títulos”, diz o delegado Igor Chagas.

Ainda de acordo com a PF, as primeiras denúncias surgiram em 2010, quando o Ministério do Desenvolvimento Agrário desconfiou da grande quantidade de títulos  de terras da União emitidos na região sudeste do Pará. Além de Marabá, a operação Terra Legítima ocorreu em Jacundá, localizada no sudeste do estado, em Belém e na cidade de Natal, Rio Grande do Norte.

As investigações continuam e a polícia quer saber se os esquema também servia para desviar financiamentos bancários, como a legalização das terras.

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