Por lei, toda empresa, com no mínimo 100 funcionários, deve destinar dois por cento das vagas para pessoas com algum tipo de deficiência física, e esse percentual pode aumentar dependendo do número de trabalhadores de cada empresa.

No entanto, no Maranhão, segundo o último levantamento realizado pelo o Ministério do Trabalho e Emprego, apenas 17 por cento das vagas para deficientes foram preenchidas no estado. De acordo com o relatório anual de informações sociais, a Rais de 2013, que foi o último levantamento feito pelo o Ministério do Trabalho e Emprego, o estado tem um dos piores índices do país nesse quesito. Pelo menos 12 mil vagas no Maranhão não foram ocupadas para atender o que determina a lei.

O superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego Silvio Pinheiro afirma que essa dura realidade enfrentada pela a maioria dos portadores de deficiência no Maranhão é fruto da falta de conscientização dos próprios empregadores, que não entendem importância da incluso social. “Isso é uma coisa que demanda um trabalho a ser feito no sentido de conscientizar os empregadores dessa importância da inclusão social. Você incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho isso tem um valor social muito grande”.

Mas nem todos os empregadores pensam da mesma maneira, e por isso mesmo o cadeirante José Murilo conseguiu um emprego. Há dois nos ele conseguiu um trabalho de carteira assinada em uma loja como auxiliar administrativo, e diz que se esforça muito para desenvolver bem as atividades porque sabe mais do que ninguém como é difícil para as pessoas com deficiência conseguir uma vaga no mercado de trabalho. “As pessoas não querem muito colocar muito os portadores, e a loja me proporcionou essa oportunidade”, revelou.

De acordo com o procurador do Trabalho da Procuradoria do Trabalho no Maranhão, Marcos Sérgio Costa, uma das principais dificuldades para o cumprimento das Leis das Cotas é que as próprias pessoas que sofrem com a rejeição no mercado não denunciam o caso ao órgão. “O Ministério Público tem agido nesse particular de maneira solitária porque aqui nós somos carentes de denúncias sobre o descumprimento de cotas. Os beneficiários das cotas não estão denunciando. O Ministério Público quando agiu foi de ofício, agiu sozinho. Isso de maneira por conta própria, de maneira nacional”, explicou o procurador.

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