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A Justiça do Pará concedeu, nesta segunda-feira (6), o alvará de soltura ao vereador Odilon Rocha e mais 11 suspeitos de envolvimento em fraudes na Câmara Municipal de Paraupebas. De acordo com o Ministério Público, os desvios podem chegar a mais de R$ 50 milhões. A Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) informou que, após receber oficialmente o documento que autoriza a liberação dos presos, eles serão liberados em até 24h.

Durante a operação, documentos foram apreendidos na prefeitura e mandados de busca e apreensão foram cumpridos no centro comercial da cidade, para combater um esquema de fraudes em processos licitatórios e superfaturamento de terrenos desapropriados pela prefeitura. Para o MP, Odilon Rocha tem envolvimento com fraudes em licitações no período em que exerceu o cargo de primeiro secretário da casa, entre os anos de 2013 e 2014.

O vereador de Parauapebas, Josineto Feitosa (SDD) também foi preso no dia 1° de julho na sua residência pelo Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (GAECO), ligado ao MPE. Ele é suspeito de fraudar licitações no município. O cunhado e assessor de Josineto, Herbert Herland Matias de Gomes, teve a prisão decretada, e foi detido na última sexta-feira (3).

As prisões são desmembramentos da Operação Filisteus, realizada pelo MPE em parceria com a Polícia Federal. Também foram presos o vereador José Arenes (PT) e o empresário Edimar Cavalcante.

Polêmica

Odilon, que causou polêmica após um vídeo em que ele diz que o salário do vereador do município é insuficiente para viver de forma honesta no município viralizar na internet. A gravação foi feita na sessão do dia 24 de abril. “O valor que o vereador ganha aqui, se ele não for corrupto, ele mal se sustenta durante o mês”, disse Odilon, que cumpre atualmente seu quinto mandato na Assembleia do município.

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