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Lúcia Ferreira de Azevedo, de 33 anos, foi encontrada morta em um motel do bairro da Campina, em Belém, na manhã desta terça-feira, 12. A mulher estava seminua e nas nádegas dela foram escritos os termos “X-9” e “cagueta” com lápis de sobrancelha. No mundo do crime, as gírias se referem a alguém que denunciou criminosos. Os peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves encontraram sinais de estrangulamento na vítima. Ela deixou três filhos.

A mulher entrou no motel com um homem, ainda não identificado, por volta de 1h10. De acordo com funcionários do estabelecimento, que fica na rua João Diogo, os dois não levantaram suspeitas. À 1h55 o acompanhante de Lúcia saiu dizendo que iria comprar um lanche, mas não voltou. Às 7h30, na hora de servir o café da manhã, os funcionários bateram na porta do quarto 22, mas não houve resposta. Eles desconfiaram e acionaram a gerente, que autorizou a abertura do quarto. A descoberta do cadáver chocou os trabalhadores.

“Ninguém nunca está pronto para uma cena dessas. Vimos um rapaz baixo e moreno, com olhos puxados. Nossa câmera pega ele melhor de costas, mas dá para reconhecer a camisa. Ele tirou quando saiu, mas tem vídeos dele chegando”, comentou um funcionário do motel que terá a identidade preservada.

Os funcionários do estabelecimento acionaram a polícia imediatamente. Policiais civis da Divisão de Homicídios e da seccional do Comércio foram ao local para reunir as primeiras pistas e ouvir pessoas. Nada parecia ter sido roubado de Lúcia. Pertences dela estavam espalhados pela cama, incluindo o celular. O telefone está sendo analisado pela Divisão de Homicídios, que busca contatos recentes que possam levar ao assassino.

A delegada Rose Mary Lopes, da seccional do Comércio, onde o crime foi registrado, disse que os familiares informaram que Lúcia possivelmente era prostituta, pois saía todas as noites, fazia muitas ligações por dia e não tinha trabalho. Resta saber a motivação do crime. “Solicitamos as imagens das câmeras do hotel e de locais próximos. É uma questão de tempo para capturarmos o acusado. Há muitas pistas”, destacou a delegada.

Além das imagens das câmeras do motel, há testemunhas que podem dar informações importantes para a produção de um retrato falado e impressões digitais que podem ser colhidas nos exames do corpo. Informações que possam ajudar na identificação do assassino de Lúcia Ferreira de Azevedo devem ser repassadas por meio do Disque-Denúncia (181). A ligação é gratuita e não é preciso se identificar.

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