Onze pessoas foram presas em Abaetetuba, nordeste do estado, suspeitas de integrar um esquema de venda de gabarito para o concurso público da Polícia Militar do Pará, segundo balanço parcial da ação informado neste sábado (30), em entrevista coletiva da Polícia Civil do Pará, em Belém.

O processo seletivo será realizado no próximo domingo (31). Durante essa semana, diversas redes sociais e aplicativos de mensagem instantânea repercutiram o assunto, se referindo a possíveis publicações de propostas de venda das respostas do concurso.

Segundo as investigações, a tentativa de estelionato é uma sólida hipótese, apontada pelos trabalhos da Polícia Civil do Pará, nas investigações realizadas sobre recentes denúncias de possíveis vazamentos de gabaritos das provas para o concurso público da Polícia Militar do Estado.

“Não existe vazamento de gabarito”

Esperamos que as pessoas não se deixem levar por isto, porque não existe esse vazamento. O que existe são pessoas oportunistas querendo vender um falso gabarito. São perfis falsos, que já estamos investigando. O que nós comprovamos, até agora, é que são estelionatários”, garantiu o delegado geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino.

Concurso público é mantido

Mais de 600 policias militares vão estar nas ruas durante a realização da prova da PM, no próximo domingo (31). “Desde as seis da manhã vamos estar com nossos agentes de segurança, tanto a parte fardada como à paisana, apoiando a Polícia Civil no que for preciso”, ressaltou o coronel Campos. No Centro Integrado de Operações (Ciop), em Belém, funcionará ainda um gabinete de gestão – cujo objetivo principal é concentrar todas as informações que envolvem o concurso. Além dos cuidados tomados pela segurança pública do Estado, a própria organizadora do concurso, a Fadesp, também se precaveu de possíveis problemas, e adotou medidas de precaução para o dia da prova.

No domingo, os candidatos vão passar por detectores de metal, tanto na entrada quanto na saída das salas de aula e dos banheiros. Além disso, todos os inscritos terão as impressões digitais coletadas no cartão resposta. “Em parceria com a Polícia Civil, vamos usar um sistema de varredura de frequência de chamada nas unidades de realização do concurso, para nos certificarmos das ligações e sinais que estão sendo realizados nas proximidades”, explicou o advogado da Fadesp, Danillo Araújo. A fundação informou também que todas as provas já estão lacradas e em poder das Forças Armadas.

Cerca de 105 mil candidatos vão concorrer a uma das 2.194 vagas oferecidas pelo concurso da Polícia Militar do Pará. São vagas para os cursos de Formação de Praças (CFP), Formação de Oficiais (CFO) e Adaptação de Oficiais (Cado). Desse total, duas mil são para a formação de praças, 160 para a formação de novos oficiais e 34 para o curso de Adaptação de Oficiais. As provas de conhecimentos gerais serão aplicadas em 2.260 salas das cidades de Belém, Marabá, Santarém e Altamira. A capital do Estado soma o maior número de candidatos inscritos (58.919), seguida de Marabá (30.126), Santarém (30.126) e Altamira (3.618).

Pela manhã, em Belém, aproximadamente 50 mil candidatos vão fazer as provas para os cursos Cado e CFP. O campus da universidade FAP-Estácio, no bairro do Umarizal, é o local com a maior quantidade de inscritos. À tarde, 9.204 inscritos vão disputar uma das vagas do CFO. O Campus Profissional da Universidade Federal do Pará (UFPA), no Guamá, é o que vai receber mais candidatos. Pela manhã, as provas começam às 8h e seguem até às 12h. À tarde, os exames do concurso acontecem das 14h30 às 18h30. Nenhum aluno vai poder levar o caderno de questões para casa. Os gabaritos poderão ser anotados atrás do comprovante de inscrição.

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