IMG-20160719-WA0984

Devido aos últimos registros de violência em Araguaína, Norte do Estado, o prefeito do município, Ronaldo Dimas, encaminhou para o Ministério da Justiça um ofício solicitando reforço policial da Força Nacional de Segurança Pública para a cidade. O documento pede que o reforço seja por pelo menos 90 dias.

Ainda no oficio, Dimas pede que seja priorizada a aprovação, empenho e libração de valores para o Projeto de Implantação do Sistema de Vídeo- Monitoramento no município. Esse projeto tem um orçamento previsto de mais de R$ 5 milhões, e tem como contrapartida da gestão municipal o valor de R$ 100 mil.

No oficio, o prefeito cita caos de violência que foram registrados na cidade desde o início do ano e afirma que a gestão estadual não está auxiliando efetivamento no combate a criminalidade.

“Nenhuma ação firme é tomada pelo Governo do Estado que permanece inerte, como se nada sério estivesse acontecendo. O máximo que tem tomado de atitude é de enviar, raramente e por curtíssimo período, força tática especial. Apesar dos esforços dos escassos policiais militares, somente percebemos por parte do Governo do Estado promessas e mais promessas sem solução efetiva. Não há nenhum serviço de vídeo-monitoramento que possa auxiliar as Polícias Civil e Militar no combate aos marginais”, diz o oficio.

Casos

Entre as ocorrências informadas no oficio, Dimas fala de quatro casos de latrocínio em menos de um mês, sendo que dois deles foram contra comerciantes. Um desses casos aconteceu na semana passada, quando o gerente de uma loja Adriano Inácio da Silva Monteiro, de 30 anos, morreu após ser baleado durante um assalto ao comércio que onde ele trabalhava.

Ainda conforme o prefeito descreveu no documento, ao longo de 2016 foram registrados 54 homicídios, e o número de ações violentas já chegou a mais de 3,5 mil. O prefeito ainda cita os casos de violência que aconteceram em unidades escolares e hospitalares. “No início do mês de junho o Colégio Estadual Jardim Paulista foi atacado por bandidos um praticaram ali um “arrastão” e balearam um aluno”, diz o oficio.

No oficio, Dimas também lembra o caso do agente municipal de trânsito que foi morto em serviço. No dia 27 de maio, Agenisson Pereira Jorge, de 28 anos, estava realizando a fiscalização de veículos que realizavam transporte clandestino de passageiros, quando dois homens, em uma motocicleta, dispararam contra o grupo de agentes que estava Jorge. (Jornal do Tocantins)

COMPARTILHE

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: folhadobico@hotmail.com que iremos analisar.