O Tocantins já registrou 1.304 confirmações do zika vírus em 2016. Segundo levantamento da Secretaria Estadual da Saúde (Sesau), foram 9.733 notificações até esta segunda-feira (11). Os números representam um grande crescimento se comparados com o segundo semestre de 2015, quando foram 1.086 casos suspeitos e somente 18 confirmados.

“A zika é um vírus que tem 100% da população suscetível. Quando ele deu entrada no segundo semestre de 2015 coincidiu com o início das chuvas que é período epidêmico para a dengue. Isso fez com que aumentassem os casos”, afirmou a gerente de Vigilância Epidemiológica das Arboviroses, Christiane Bueno.

Segundo a gerente, os casos começaram a crescer ainda em 2015, mas nem todos foram registrados. “Houve uma mudança na forma de registros. Neste ano a zika passou a ser universal e toda unidade de saúde precisa notificar os casos suspeitos. Com isso a informação chega para a gente e por isso nós temos um número maior neste semestre”, explicou.

Dengue

Assim com os dados da zika, o panorama da dengue também é preocupante. Isso porque 4.915 casos foram confirmados no primeiro semestre deste ano. Enquanto no ano de 2015 foram 6.267 nos 12 meses.
“Nós passamos por um surto nesse período epidêmico. Em 2004 nós tínhamos só um sorotipo da dengue, agora são três circulando no estado. Isso faz com que aumente o número de notificações, mas com as ações integradas entre estado e outros órgãos conseguimos reduzir muito o número de casos”, afirmou Christiane Bueno.

A febre chikungunya, por outro lado, não teve nenhum caso confirmado neste ano. Em 2015, houve apenas uma confirmação.

Incidência

As dez cidades com maior índice de notificações da dengue em 2016 são: Palmas (5.355); Araguaína (1.758); Miracema do Tocantins (1.044); Tocantinópolis (677); Porto Nacional (662); Gurupi (639); Dianópolis (632); Formoso do Araguaia (403); Lagoa da Confusão (388) e Paraíso do Tocantins (386).
A Sesau informou que não tem um mapa atualizado com os índices de notificações do zika vírus no estado.

Microcefalia

O estado tem 166 casos suspeitos de microcefalia em 2016. Até está semana, 11 foram confirmados e outros 61 estão sob investigação. De acordo com a Secretaria da Saúde, os casos não tiveram relação com o zika vírus.

Ainda conforme a pasta, seis mães tiveram exames de sangue com amostra positiva para o zika vírus. “No total, 88 casos foram descartados para microcefalia relacionada à infecção congênita e nenhum caso até o momento tem relação com o vírus zika como causa”, disse a Sesau. (G1)

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