O impacto das obras de Belo Monte à saúde dos povos indígenas é tema de uma audiência pública realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Altamira, no sudoeste do estado. O evento está marcado para o próximo dia 18 de agosto e visa levantar informações sobre o empreendimento para dar suporte às investigações do MPF sobre os problemas causados aos nove povos indígenas afetados pela construção da usina hidrelétrica.

Especialistas e o MPF consideram a implantação da usina causadora de impactos graves e irreversíveis aos nove povos indígenas da região. Entre as consequências associadas ao cenário de degradação social e ambiental provocadas estão o aumento da mortalidade infantil e o surgimento de doenças como diabetes, hipertensão e alcoolismo. Esses problemas não estão previstos nos estudos de impacto ambiental do projeto.

Segundo o MPF, não foram realizadas providências obrigatórias nem mesmo para a redução dos impactos já previstos no licenciamento ambiental, que permanecem quase totalmente descumpridas. O órgão federal também pontua queo empreendimento implantou uma compensação emergencial, o que gerou um cenário de desagregação social nas aldeias afetadas.

Foram convidados para a audiências representantes da Fundação Nacional do Índio, Secretaria-geral da Presidência da República, Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Distrito Sanitário Especial Indígena e Conselho Distrital de Saúde Indígena, Universidade Federal do Pará e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente.

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