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Ao menos dois bebês aguardam por cirurgias neurológicas no Hospital Maternidade Dona Regina, em Palmas. Enquanto os procedimentos não são feitos, as mães temem pela vida dos filhos. Os problemas no atendimento da unidade não são novos. Na vistoria realizada pela Defensoria Pública do Estado, em março, o órgão constatou que o número de vagas na Unidade de Terapia Intensiva não era suficiente para atender a demanda do hospital.

O bebê de Magda Cardoso nasceu há 19 dias e desde então está na fila de espera. Isso porque ele nasceu com uma má formação na coluna e precisa de uma cirurgia neurológica. “Ninguém aparece, ninguém fala nada e nós estamos pedindo socorro porque nossos bebês estão correndo risco de vida. Estamos sem saber o que fazer”, comentou.

Já o filho Maria José Nunes da Silva, o pequeno Tomás, está internado na maternidade há 10 dias. Ele nasceu com hidrocefalia e precisa urgente de uma cirurgia na cabeça. “Eu já não sei mais a quem recorrer, a quem procurar. Porque todo dia os servidores falam para correr atrás”. Ela vive em Natividade, na região sudeste do Tocantins.

Por causa da demora no procedimento, o avô da criança, David Souza Avelino, procurou o Ministério Público Federal nesta terça-feira (18) para denunciar o caso e pedir providência. Ele teme que o neto morra. “Nós precisamos de uma resposta urgente porque se o meu netinho não for operado pode amanhecer morto. A família tá [sic] sofrendo por falta de atendimento do poder público.”

A Secretaria de Estado da Saúde informou, em nota, que os recém-nascidos já estão cadastrados na central de regulação do estado, que busca vaga para tratamento fora de domicílio e a transferência imediata. Os pacientes estão internados na UTI do Dona Regina. (G1)

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