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Composta por parlamentares e membros do Sindicato dos Trabalhadores da Educação ( Sintet),  foi formada, na manhã desta quinta-feira, dia 20, uma comissão especial que irá intermediar um acordo entre Governo do Estado e professores com vistas ao fim da greve da Educação. A definição ocorreu após ouvir as reinvindicações dos servidores durante audiência pública, no auditório da Assembleia Legislativa.

O debate reuniu professores da rede estadual de ensino de todo o Tocantins, diretores, o presidente do Sintet, José Roque, e 14 deputados que discursaram em apoio aos manifestantes. O secretário estadual da Educação não compareceu, mas mandou um representante, o superintendente de Tecnologia, Maurício Reis, que ressaltou que a Seduc  já tem um nova proposta para apresentar aos profissionais do Ensino até as 18h desta  quinta.

O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, deputado Wanderlei Barbosa (SD), conduziu a reunião e anunciou que a nova comissão intermediará a negociação. Ela irá se reunir nesta sexta-feira, às 9h, com os secretários estaduais da Educação, da Administração e da Fazenda, além de membros do Sintet e parlamentares para levar todos os pontos discutidos na audiência, como a proposta de pagamento das progressões e sugestão de nova política para eleição dos diretores das escolas.

Ansiosos por uma maior atenção do governador Marcelo Miranda, os professores lamentaram a falta de diálogo e a ausência de políticas de valorização dos profissionais na atual gestão. “Sabemos dos problemas financeiros do Estado e dos prejuízos da greve, mas queremos ser ouvidos pelo governador e buscar entendimento”, enfatizou o presidente do Sintet.

José Roque disse ainda que aguarda, com otimismo, a proposta do governo e que espera que venha atender às reivindicações da categoria. “Vamos esperar a nova proposta e analisar para definir os próximos passos da categoria, como a convocação de uma assembleia com os profissionais, se for preciso”, frisou. Quanto à reunião de amanhã, intermediada pela comissão dos deputados, Roque disse que a expectativa é abrir o diálogo, mas que o sindicato anseia por uma conversa com o próprio governador para finalizar a questão.

O líder do governo, deputado Paulo Mourão (PT), participou das discussões, mas não apresentou nenhuma sugestão concreta que contentasse os grevistas. Ele disse apenas que concorda com as reivindicações da classe,  mas que o governo precisa enfrentar a crise financeira do Estado com dinamismo, para que os problemas sejam solucionados.

Ricardo Ayres (PSB) salientou que o desnível das carreiras profissionais do Estado são enormes e por isso é necessário uma mudança para equiparar os rendimentos para depois resolver a questão da Educação que precisa ser valorizada.

Os deputados Eli Borges (PROS), Valdemar Júnior (PSD), Valderez Castelo Branco (PP), Luana Ribeiro (PR) e Eduardo Siqueira Campos (PTB) também fizeram uso da palavra e defenderam o direito dos professores. Também compareceram os parlamentares Amália Santana (PT), Amélio Cayres (SD), Zé Roberto (PT), Nilton Franco (PMDB), Elenil da Penha (PMDB) e Olyntho Neto (PSDB). (Maisa Medeiros)

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