26400Considerado o primeiro ministro do Governo Marcelo Miranda, onde nada acontece sem passar pela vistoria ordinária dele, o secretário de Comunicação e ex-global, Rogério Silva, falou o que quis e acabou escutando o que não queria.

O deputado Eduardo Siqueira Campos (PTB) usou a tribuna na manhã desta quarta-feira, dia 5, para responder a Rogério Silva, que questionou pedido de informação do parlamentar quanto ao paradeiro do helicóptero do Estado. Mediante aprovação na sessão de terça-feira, dia 4, de dois requerimentos que solicitam informações sobre o paradeiro da aeronave à Agência Nacional de Aviação (Anac) e à Secretaria de Educação do Estado, Rogério alegou que o aparelho foi encaminhado para manutenção em Goiás durante a gestão de Eduardo.

Rogério Silva disse que a aeronave permanece em conserto por falta de pagamento, que já ultrapassa um milhão de reais. Ele insinua que o deputado deveria saber a localização do helicóptero, afirmando que o débito não foi pago pela atual gestão por entender que existem prioridades mais urgentes a cumprir.

Por sua vez, Eduardo se demonstrou surpreso pela forma como seus requerimentos foram respondidos. “O secretário foi, no mínimo, descortês. Se soubesse do paradeiro do helicóptero, eu não teria feito tais questionamentos”, criticou. O parlamentar estranhou a postura do agente do Governo. “Não entendi o que levou à reação agressiva do secretário porque, além de aprovado pelo Plenário, esse já é uma demanda da imprensa do Estado”, justificou.

Eduardo também questionou o teor de uma mensagem do Governo veiculada pela imprensa e originada, segundo ele, na Secretaria de Comunicação afirmando que vai tudo bem com a educação estadual. Para ele, o fato é inaceitável, já que os servidores da educação estão em greve desde junho. Na nota, Rogério Silva sugere que o deputado deveria responder sobre desvios de recursos supostamente ocorridos quando de sua gestão no Conselho Deliberativo do Igeprev.

Eduardo afirmou que não responderia, pois seu nome não havia sido incluído pelo Ministério Público (MP) no processo apresentado ao Judiciário. Ele alegou que só foi citado após auditoria feita pela gestão estadual, que não o procurou para ouvi-lo. Garantiu também que a Justiça ainda não o notificou para dar qualquer tipo de explicação. “Não é pelo fato de ter sido questionado que prestarei informações sobre acontecimentos nos quais não tenho nenhuma participação”, explicou.

No pronunciamento Eduardo também lembrou que em apenas seis meses como secretário, Rogério Silva, já estava enrolado cometendo irregularidades a frente da Secretaria de Comunicação e lembrou o fato do secretário desconsiderar as licitações e se utilizar da contratação de agência de publicidade a sua vontade, desrespeitando a legalidade. Eduardo lembrou que o caso foi fruto de ação judicial, com ganho de causa para a agência que venceu a licitação e que o caso também será fruto de analise do Tribunal de Contas do Estado.

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