O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Justiça, de janeiro até o fim de julho deste ano, 11 processos denunciando 19 pessoas que mantinham trabalhadores em condições de escravidão no Pará, de acordo com informações divulgadas pelo órgão nesta quinta-feira (6).

As ações foram movidas nos municípios de Belém, Marabá, Paragominas, Redenção, Santarém e Tucuruí e pedem que os suspeitos sejam condenados a até oito anos de prisão, além do pagamento de multas.

Na vistoria realizada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram encontradas diversas irregularidades, entre elas a ausência de pagamento de salários e acomodação dos trabalhadores em locais sem condições mínimas de conforto.

“Apesar de os açoites terem sido deixados de lado, pelo menos na maioria das vezes, a supressão da dignidade humana continua sendo feita com maestria, na área rural ou nos grandes centros urbanos”, diz a procuradora da República e coordenadora do Grupo de Trabalho Escravidão Contemporânea do Ministério Público Federal (MPF), Maria Clara Barros Noleto.

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