Os pacientes que recorrem às unidades de saúde do Pará enfrentam dificuldades para serem atendidos. De acordo com eles, os postos estão sempre lotados e os usuários ficam espalhados pelos corredores. O Hospital Municipal de Marabá, que recebe pacientes de outras 22 cidades da região sudeste do estado, tem uma média de cerca de 500 atendimentos por dia e a população reclama da assistência médica.

A secretária adjunta de saúde do estado reconheceu os problemas de atendimento nos serviços de urgência e emergência, mas destacou os investimentos que o governo tem feito na área. “Em 2014, o Pará foi o quarto estado que mais investiu em saúde. Fazemos um investimento muito forte para descentralizar. Apenas 2% dos pacientes de Santarém procuram a capital para os serviços de oncologia porque lá já se faz cirurgia oncologia, radioterapia e quimioterapia”, explica a secretária Heloísa Guimarães.

“Eu estou sentindo a mesma ‘gastura’ de quando eu entrei aqui no hospital. Sinto dor, tusso bastante, e vomito. O médico disse para eu comprar remédio e tomar em casa, mas eu não tenho dinheiro”, disse uma paciente. Nos últimos dois anos, a cidade de Marabá recebeu mais de 60 mil pessoas que foram atraídas pelas obras de Belo Monte e, por isso, os serviços médicos ficaram sobrecarregados.

“A gente não é bem recebido quando chega, às vezes eu venho aqui umas três vezes e não sou atendida. É preciso eu abrir a minha boca e falar besteira para poder ser atendida”, reclama outra paciente.

Já no município de Paragominas, no sudeste do Pará, o número de profissionais de saúde não consegue atender a demanda do município e o único médico da unidade atende até 30 pessoas por dia. Com recursos do Ggoverno Federal, a cidade construiu uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas ainda não inaugurou a obra. Enquanto isso, os pacientes são atendidos nos corredores do hospital municipal.

“Faz horas que eu estou aqui esperando para tomar uma vacina e ninguém me chama. Eu cheguei aqui e mais de 8h tinham várias pessoas esperando para tomar vacina. O atendimento aqui não é bom”, desabafa uma paciente.

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