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Em greve há mais de dois meses, os professores da rede estadual de ensino fizeram protesto na manhã desta quinta-feira (13), em Palmas. Para chamar a atenção das autoridades e da população, eles fecharam a TO-050 e queimaram pneus, perto do Jardim Aureny IV, região sul da capital. A greve foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Tocantins, mas os profissionais seguem com a paralisação. Eles reivindicam o pagamento da data-base integral de 8,34%, entre outros benefícios.

Uma fumaça se formou na região e os veículos foram impedidos de trafegar na rodovia. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet), José Roque, o protesto, que começou às 6h e terminou às 8h, reuniu cerca de 300 professores. “Queimamos pneus, falamos da nossa pauta. Nosso objetivo foi chamar a atenção da população e do poder público”.

Conforme Roque, o sindicato não está conseguindo um diálogo com o Estado e a intenção é continuar com o protesto em todo o estado. Durante o protesto, a Polícia Militar confirmou que uma equipe estava no local acompanhando a movimentação.

Reivindicações

A greve começou no dia 5 de junho. O motivo da paralisação é a reivindicação da categoria sobre o pagamento da data-base integral de 8,34%, do retroativo das progressões de 2013, das progressões de 2014 e 2015, além de reajuste com base no custo aluno (Fundeb 13,01%).

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Os profissionais pedem ainda a reeleição de diretores de escola sem pré-seleção de candidatos, o enquadramento dos administrativos e equiparação salarial de professor normalista (Prono) ao de professor da educação básica (Proeb).

No início deste mês, o secretário estadual da educação, Adão Francisco, disse que a condição dos professores do Tocantins está melhor do que a de profissionais de outros estados. Ele também foi direto ao afirmar que é impossível pagar todos os atrasados e que a secretaria vai tomar as medidas cabíveis para colocar um fim na greve.

Alunos apoiam

Estudantes de cinco escolas estaduais saíram às ruas nesta quarta-feira (12) em apoio à greve dos professores. Eles percorreram a avenida Juscelino Kubitschek (JK) e terminaram o protesto em frente ao Palácio Araguaia, sede do governo estadual.

O coordenador do protesto, Dyonatan de Oliveira, 18 anos, estudante do 3º ano do ensino médio do Colégio Militar, disse que os estudantes “estão totalmente de acordo com os professores”. Segundo ele, cerca de 250 jovens participaram do protesto. “Nós viemos mostrar que apoiamos a luta dos professores e vamos até o final”.

Greve ilegal

Na última segunda-feira (10), a greve dos professores da rede estadual foi considerada ilegal e abusiva pelo Tribunal de Justiça do Tocantins. Conforme a decisão liminar, o movimento grevista não observou o quantitativo mínimo de 30% da prestação dos serviços educacionais durante a paralisação.

A decisão ainda determina o retorno dos profissionais às atividades e uma multa diária de R$ 20 mil, limitada a R$ 200 mil, a ser aplicada ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet). Além disto, a decisão concede a possibilidade de descontos nos vencimentos dos servidores pelos dias paralisados. A paralisação teve início no dia 5 de junho. (G1)

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