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Em um número menor, o lema “Fora Dilma, fora PT” também movimentou o domingo em Palmas. Um grupo, ligado a Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, organizou um protesto no final da tarde de hoje, na Praça dos Girassóis. O movimento reuniu cerca de 400 pessoas, conforme estimativa da Polícia Militar. Já para os organizadores do evento, aproximadamente 700 pessoas estiveram presentes.

A maioria dos participantes, vestidos com as cores verde e amarelo, protestava contra a corrupção, a alta dos custos da energia e combustível e as elevações dos impostos e juros. A ativista Lorena Ferro de Abreu, uma das organizadoras do protesto, explicou que, além da defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o objetivo da ação também é motivar as pessoas a participarem da política e cobrarem os seus direitos.

Rodrigo Almeida, cervejeiro, defendeu que o impeachment da presidente Dilma Rousseff não é um golpe, mas sim o cumprimento das leis. “Tivemos um estelionato eleitoral um ano passado, a presidente baixou os valores dos serviços visando às eleições, mas logo depois da vitória já tivemos os primeiros aumentos dos preços”, afirmou.

“O Brasil está em crises, os impostos muito altos e o acesso aos serviços cada vez mais difícil, principalmente para as pessoas com uma renda menor”, avaliou a assistente social Valdinaí Oliveira. Ela, que participou também da primeira e segunda manifestação em Palmas, frisou que os protestos mostram a insatisfação com o governo. “Não temos uma boa gestão de áreas como segurança pública, saúde e educação”, disse Valdinaí, defendendo a saída de Dilma e a realização de novas eleições para a Presidência da República.

Contra

Ulisses de Sampaio, funcionário público, apesar de estar presente no protesto, destacou que é contra a cassação do mandato da presidente Dilma. Para ele, Dilma e o PT estão dentro da legalidade ao terem sido eleitos em 2014 de forma democrática. Ele classificou os protestos como um inconformismo dos derrotados e defendeu que é preciso respeitar a democracia. Para Sampaio, as pessoas devem ir para as ruas cobrar o governo, manifestação sua insatisfação, mas dentro dos limites legais.

O próximo protesto está previsto para ocorrer no dia 7 de setembro, comemoração da Independência do Brasil, tendo como tema a defesa da soberania nacional. (Jornal do Tocantins)

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