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Trabalhadores rurais ligados ao Movimento Sem Terra (MST) seguem interditando, pelo segundo dia, um trecho da estrada de ferro Carajás, em Parauapebas, no sudeste do Pará, nesta quinta-feira (6). Na última quarta-feira (5), eles atearam fogo em pedaços de madeira sobre os trilhos, impedindo a passagem de trens e as atividades de transporte de minérios, cargas, combustíveis e de 1.300 passageiros nos estados do Pará e Maranhão.

A responsável pela ferrovia, a mineradora Vale, informou que devido à interdição, o trem de passageiros não irá circular nesta quinta-feira e na sexta-feira (7), e orienta que os passageiros que já haviam comprado bilhetes remarquem as datas das passagens ou solicitem o reembolso a partir da próxima segunda-feira (10).

Cerca de dois mil manifestantes estavam acampados às margens da estrada desde a última segunda-feira (3) em protesto que pede desapropriação de fazendas na região, que já estariam ocupadas há mais de 10 anos. Segundo o Movimento, a proposta é permanecer na área até que o Governo atenda à pauta de reivindicações.

Em nota, a Vale esclareceu que a Justiça já determinou a imediata reintegração do trecho invadido, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 50 mil para casa invasor. A decisão de reintegração deverá ser cumprida pelos oficiais de justiça com o  apoio da Polícia Militar.

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