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Depois da paralisação de motoristas e cobradores da empresa Viação Branca do Leste (VBL), nesta terça-feira (25), a direção da empresa informa à população que apenas 30% dos ônibus estarão rodando na cidade e municípios vizinhos nesta quarta-feira (26). A empresa detém a maioria das linhas do transporte coletivo na cidade.

Segundo a categoria, a paralisação dos motoristas e cobradores é por falta de pagamento no tíquete alimentação e por melhores condições de trabalho. A empresa reconhece que 30% dos trabalhadores estão com beneficio atrasado e lamenta a paralisação.

“A empresa VBL comunica que, em nenhum momento, o sindicato da categoria protocolou qualquer comunicado de paralisação com base em assembleia deliberada com a categoria. A empresa reconhece o atraso no
pagamento do vale ticket alimentação, para 30 % dos trabalhadores, visto que os 70% receberam na segunda-feira dia 24”, diz a nota.

A direção da VBL, por meio da nota, disse que está evidenciando todos os esforços para solucionar os problemas relacionados aos seus colaboradores e espera, ainda, que na quinta-feira toda frota possa operar normalmente.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Imperatriz, Oliveira da Silva Lima, afirmou que a luta dos trabalhadores da empresa VBL é constante para regularização de salários. “Estamos em uma luta constante com a empresa para regularização de salários. O pagamento do mês passado e o vale tíquete estão atrasados. Se não for apresentada uma proposta vamos entrar em greve”, afirmou.

O diretor da VBL, Denis Policarpo, em entrevista ao Imirante Imperatriz, disse que a empresa passa por dificuldades e que o faturamento não está suprindo as necessidades da VBL, principalmente, pela crise vivenciada no país, além do aumento no combustível e a concorrência desleal na cidade.

“Hoje, o índice de passageiros que a gente transporta não é o suficiente para manter o equilíbrio da empresa. A gente carrega 7 mil passageiros na linhas municipais e 5 mil nas linhas intermunicipais, incluindo idosos, meia passagem e pagantes. Além da crise, a concorrência desleal e o aumento de combustível pesa muito no orçamento. Hoje, o que estamos faturando não supre as necessidades da empresa”, ressaltou o diretor. (iMirante)

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