anderson-de-araujo320x260O fugitivo da Cadeia Pública de Xambioá, Norte do Estado, Anderson Araújo Souza, condenado por estupro e homicídio praticado contra a professora Isabel Pereira da Silva, em 2009, deveria ser transferido nos próximos dias para a Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTPBG), em Araguaína. Diferentemente do que foi informado pela direção da cadeia onde Souza estava recolhido, não foi a superlotação da UTPBG que dificultou a transferência do condenado.

Segundo o diretor da UTPB, Jean Carlos Ferreira, a unidade conta hoje com 332 internos, número abaixo de sua capacidade, que é de 440 detentos.

A transferência já havia sido formalmente solicitada pelo Poder Judiciário, por meio de permuta, e obtido manifestação favorável da direção da UTPBG. A solicitação foi encaminhada ao juiz da 2ª Vara de Araguaína, que abriu vistas ao Ministério Público Estadual (MPE).

De acordo com o promotor de Justiça Paulo Alexandre de Siqueira, por não haver superlotação na UTPGB, foi emitido o parecer favorável à transferência na última quinta-feira. No entanto, antes que o juiz pudesse determinar oficialmente a transferência, o preso fugiu da cadeia onde se encontrava, na noite do último sábado, após serrar a grade da cela e pular o muro da unidade.

Outros três condenados pelo mesmo crime permanecem na cadeia pública. Não há informações se a transferência dos três já foi solicitada à Justiça e se há parecer judicial a respeito.

Um procedimento administrativo foi aberto pela Secretaria Estadual de Defesa e Proteção Social (Sedeps) para apurar as circunstâncias da fuga de Souza.

Entenda

A professora Isabel Pereira da Silva, 34 anos, foi assassinada a pauladas na madrugada de 28 de junho de 2009, no cais da cidade de Xambioá. O crime chocou a pequena cidade, pois, de acordo com o inquérito, Isabel era testemunha chave em uma trama política que teria sido montada pelo grupo de oposição ao então prefeito da cidade, Richard Santiago.

O grupo de oposição, liderado por Clênio da Rocha Brito, teria proposto a Isabel o pagamento de R$ 40 mil para que ela prestasse depoimento contra Richard Santiago, em uma acusação de compra de votos, o que levou à cassação de Santiago e à posse de Ione Leite, que tinha Brito como vice-prefeito.

Ainda de acordo com as investigações, o marido de Isabel, Sérgio Mendes da Silva, teria recebido a quantia combinada e não repassado a parte dela, que então teria ameaçado prestar um novo depoimento, revelando o esquema.

Segundo as investigações, diante das ameaças de Isabel, Brito e Mendes teriam tramado sua morte. Dentre mandantes e executores, dez pessoas foram acusadas de participação no crime. Dessas, quatro foram a Júri Popular: Sérgio Mendes da Silva (marido da vítima), Wagner Mendes da Silva (cunhado da vítima), Roseli Francisco Alves da Silva e Anderson de Araújo Souza. O acusado Ronaldo Espíndola Silva deveria ter ido a Júri Popular, mas está foragido.

Outros cinco acusados, sendo Clênio da Rocha Brito, Vilmar Martins Leite, Ronisley Mendes da Silva, Antônio Batista da Silva Filho e Jenner Santiago Pereira, respondem ao processo em liberdade. (Jornal do Tocantins)

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