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A greve dos servidores do Executivo permanece como assunto inevitável na Assembleia Legislativa. Durante as discussões parlamentares da sessão vespertina desta quarta-feira, 17, deputados se pronunciaram por uma aparente unanimidade: falta ao Executivo uma posição clara aos servidores. A  deputada Luana Ribeiro (PDT) usou a tribuna para  falar da reunião que teve esta semana com sindicalistas e outra com secretários de Estado e, a seguir, disse não estar convencida dos argumentos do Governo para o não pagamento da data-base.

“Gastos com mais de 14 mil funcionários comissionados e de R$ 15 milhões com agências de viagem não condizem com a crise financeira que o Estado passa. Recursos têm,  falta é gestão”, afirmou Luana. “A receita estadual deste ano foi superior a do ano passado”, disse a deputada em alusão à falta de motivos financeiros para o não pagamento.

A parlamentar lembrou ainda que as emendas parlamentares, cujo pagamento é obrigatório por lei, também não foram pagas, o que deixa a população desassistida. “As emendas beneficiam  diretamente a população. Quando elas não são pagas,  quem sofre é o povo”, destacou.

De portas abertas

Luana também reafirmou o compromisso da Assembleia Legislativa em ser a caixa de ressonância da sociedade, e que por isso os servidores podem contar com a Casa. “São todos bem-vindos aqui. Estamos aqui para ajudar,  nossa intenção é  contribuir.  Mas precisamos  lembrar que a obrigação de pagar a data-base é do Executivo”, reafirmou.

Há dias, manifestantes e sindicalistas têm ocupado as galerias do plenário e procurado os parlamentares em busca de apoio.  (Com informações  Glauber Barros)

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