O Pará registrou 5.344 casos de dengue, 163 de zika e 170 de febre chikungunya entre 1° de janeiro e 8 de agosto deste ano, segundo o 11º Informe Epidemiológico de 2016, divulgado nesta quarta-feira (10) pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) sobre as ocorrências confirmadas das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Dos municípios paraenses com maior ocorrência de dengue, Belém continua a liderar o ranking, com 517 casos confirmados. Em seguida vêm Dom Eliseu (com 423), Alenquer (421), Itaituba (406), Oriximiná (297), Marabá (276), Pacajá (219) e Tucuruí (215). Em todo o estado não houve registro de mortes por nenhuma das três doenças em 2016.

Para a confirmação de óbitos é necessária a investigação epidemiológica com aplicação do Protocolo de Investigação de Óbito do Ministério da Saúde, que prevê exames específicos em laboratórios credenciados do estado, como o Laboratório Central (Lacen) e Instituto Evandro Chagas (IEC) – preconizados pelo Programa Nacional de Controle da Dengue. O procedimento garante o correto encerramento de casos graves e óbitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Casos de contaminação pelo vírus da febre chikungunya já foram confirmados 170 vezes no Pará este ano, por meio de critério laboratorial adotado pelo Instituto Evandro Chagas. No ano passado, houve confirmação de 14 casos importados da doença.

Sintomas

Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e provocam sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Mas as doenças têm gravidades diferentes, sendo a dengue a mais perigosa, pois pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, causando febre repentina, dores musculares, falta de ar e indisposição. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

A chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses, e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a febre por zika apresenta sintomas que se limitam a, no máximo, sete dias. Este ano não há registro de casos de morte provocados pela doença no Pará.

A Sespa reitera que os cuidados com a zika seguem os mesmos procedimentos em relação à dengue e chikungunya. Só em 2015 foram registrados 42 casos da doença no estado. Neste ano, até o momento, 163 ocorrências foram confirmadas pelo IEC, mediante critério laboratorial. O tratamento para a zika é apenas de suporte e correção de sequelas.

A Sespa alerta que, mesmo com o período de estiagem, quando há menor volume de chuvas, a população deve continuar combatendo possíveis criadouros do mosquito. Em caso de dificuldade, as pessoas devem acionar os programas municipais de Controle da Dengue mantidos pelas prefeituras, que visitam as casas para inspecionar possíveis locais que sirvam de criadouro para o mosquito, com o objetivo de eliminar os focos e orientar os moradores quanto à prevenção e controle do Aedes aegypti.

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