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Servidores públicos estaduais começaram greve por tempo indeterminado nesta terça-feira, 9, em todo o estado e também no Bico do Papagaio. Quatro cidadeda região estão com pontos de concentração: Araguatins, na Avenida Araguaia, próximo a Rodoviária; Tocantinópolis, no Gramados; Augustinópolis, na Praça Ary Valadão e em Xambioá, na Praça do Bosque.

Um dos representantes do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe), em Araguatins, Osamar, disse que o objetivo da greve é forçar o governo do Estado a pagar os retroativos da reposição geral anual (data-base) de 2015, e também a implantação do índice de 9,8307% referente à revisão geral anual (data-base) de 2016.

O sindicalista disse ainda que todos os protocolos para a realização da greve foram cumpridos e que os servidores estão dispostos a continuar a paralisação, até que o governo resolva cumprir a Lei.

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Para definir o atendimento mínimo de 30% necessário determinado em lei para o funcionamento da saúde, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Tocantins (Sintras), Manoel Miranda, e representantes do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do Estado (Seet) se reuniram nesta segunda-feira, 8, para definir as escalas dos servidores durante o período nos hospitais do estado. “Os sindicatos vão participar da organização das escalas juntamente com a unidade hospitalar e coordenação de setores, para que possam manter os atendimentos de urgência e emergência”, disse Miranda.

Transtornos

Segundo o presidente do Sisepe, foi decidido, em assembleia, que todos os órgãos vão paralisar os serviços por se tratar de uma greve geral, com a participação de todas as categorias. “Há uma preocupação nesse sentido. Realizamos uma pesquisa interna e, até o último domingo, 96% dos servidores decidiram aderir à greve. Então, o governo tem que se preocupar com isso porque essa greve geral trará um transtorno muito grande em todas as áreas”, alertou Pinheiro.

Entre os serviços que deixarão de ser oferecidos está o da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), que trabalha com a proteção das barreiras e divisas que precisam ser monitoradas e a questão da exportação, que depende do órgão.

A greve também afetará outros serviços como do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que interromperá serviços como transferência de veículos, emissões e renovações da carteiras nacionais de habilitação (CNH), entre outros, além de parar com serviços de outros órgãos como Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon Tocantins), Sistema Nacional de Emprego (Sine), entre outros.

Educação

Quanto à Universidade do Tocantins (Unitins), Pinheiro ressaltou que paralisação vai depender dos servidores e professores, mas que eles serão afetados pela reposição da data-base, portanto podem aderir.

“A responsabilidade da greve é do governador do Estado e de sua equipe, que não abre um canal de negociação e apresenta uma proposta condizente com a necessidade da categoria”, ressaltou Pinheiro.

As escolas estaduais também vão parar as aulas. Porém, de acordo com Carlos de Lima, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sintet), eles têm uma data limite o próximo dia 16 para as outras categorias realizarem assembleias. “A diretoria do Sintet vai se reunir para discutir algumas orientações para a paralisação”, explicou Lima.

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