Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) começam nesta terça-feira, 2 e seguem até dia 9, com equipes de captura de morcegos da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), na área indígena Apinajé, localizada no município de Tocantinópolis, um trabalho de pesquisa sobre a circulação viral da raiva nas espécies de morcegos hematófagos, principal transmissor da doença na zona rural.

De acordo com o responsável pelo Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros (PECRH), José Emerson Cavalcante, os pesquisadores terão o apoio de técnicos da Agência com grande experiência no manejo desses morcegos e conhecimento das áreas que eles têm interesse. “Faremos a captura dessas espécies para que os pesquisadores façam o estudo por amostragem e obtenham as informações necessárias”, destaca.

Para o presidente da Adapec, Humberto Camelo, essa parceria fortalecerá as atividades que já são realizadas em todo o Estado visando o controle e a prevenção da doença. “O resultado do estudo pode fornecer informações relevantes sobre a circulação do vírus rábico em morcegos na área indígena, com isso, será mais um suporte para direcionarmos nossos trabalhos”, ressalta.

Raiva em herbívoros

A raiva é uma doença incurável, causada pelo vírus lissavírus, que infecta mamíferos, principalmente bovinos, equinos, suínos, cães, gatos, morcegos e o homem. A raiva em herbívoros apresenta sintomas como isolamento, perda de apetite, salivação abundante e espumosa, tremores musculares, paralisia e hipoestesia (perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo), entre outros, levando à morte o animal.

O principal transmissor da doença é o morcego hematófago, pois quando infectado veicula o vírus rábico em sua saliva, transmitindo-o aos herbívoros ao sugarem o sangue desses animais. Por isso, se faz necessário o controle populacional dessa espécie para prevenir e controlar a doença.

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