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O adolescente que sobreviveu a um ataque a tiros no município de Redenção, no sul do Pará, comentou pela primeira vez o assunto em entrevista. Ele foi atingido por tiros de espingarda quando participava de uma pescaria com outras três pessoas dentro de uma fazenda privada a 15 km da sede do município. Alex Rodrigues Borges, de 26 anos, morreu baleado no ataque.

Segundo testemunhas, o grupo formado por Alex e sua esposa, além do adolescente de 16 anos e seu pai, voltava da pescaria quando foram alvo de tiros disparados por homens encapuzados. Uma das vítimas contou que todos estavam desempregados e os peixes seriam para o consumo das famílias.

Uma das balas ainda está alojada no corpo do adolescente, que diz ter dificuldades para dormir. “Eu não imaginava um negócio desse. Fui chamado para ir nesse lugar que eu nunca tinha ido. Já estávamos vindo embora, escutamos um barulho e fomos ver o que era, pensando que era bicho. Quando reparamos, fomos recebendo tiros”, relata o jovem.

Alex não resistiu aos ferimentos e sua viúva, grávida de três meses e com três filhas para criar, não sabe como vai sustentar a família e pede justiça. “Sei que perdi ele, não volta mais. Elas não vão ter mais o pai do lado e todo dia elas me cobram, elas perguntam. Elas vêem uma roupa dele, vêem o chinelo deles e vão falando”, lamenta a viúva.

O único funcionário da fazenda que estava presenta no local do crime era João Eufrásio. “Eu estava fazendo uns cochos, aí terminei e fui trocar a furadeira para fazer outro serviço, no momento em que eu parei ouvi os tiros. Não imaginei que podia ser o que foi. Levantei, olhei, não vi nada e continuei o meu trabalho”, disse o funcionário.

O dono da fazenda afirmou que sempre acionou a Polícia quando teve problemas com pessoas que entraram sem permissão na fazenda para pescar, e que as espingardas  apreendidas na propriedade eram usadas para caçar. “A gente espera que a Polícia investigue e e possa esclarecer para todos esse acontecimento”, disse o proprietário.

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