Com o fim da paralisação e o retorno dos professores da rede estadual de ensino às salas de aula nesta segunda-feira, 31, o governador Marcelo Miranda (PMDB), voltou atrás e ordenou que a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) não cortar o ponto dos grevistas, conforme anunciado pelo secretário Adão Francisco de Oliveira, no último dia 27.

Segundo informou o superintendente de Educação da Seduc, Divino Mariosan, em virtude da reposição dos dias letivos, não haverá necessidade do ponto ser cortado. “Nesse momento, o importante é a reposição, e o ano letivo ficaria prejudicado de outra forma”, explicou.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado (Sintet), José Roque, a decisão de não cortar o ponto dos professores ainda não foi repassada ao sindicato, que deve se reunir com a secretaria ainda nesta semana para tratar desse e demais assuntos pertinentes à paralisação. “Com o corte do ponto, não haveria reposição. É fato”, disse.

Reposição

De acordo com a Seduc, em função da diversidade de cada escola, uma vez que as instituições divergem quanto ao tempo paralisado, o calendário escolar está sendo reformulado e deve ser apresentado ao Sintet e finalizado até o final desta semana.

Ao todo, os professores precisam de 37 dias úteis para atualizar o conteúdo programático perdido durante a paralisação.

No primeiro dia de aula após oficializado o fim da greve, as atividades ocorreram normalmente. Na Capital, a maioria dos alunos compareceu e retomou o conteúdo do primeiro semestre letivo.

Na Escola Estadual Frederico José Pedreira, por exemplo, em apenas uma turma a presença dos estudantes não foi maciça. De acordo com a diretora da instituição, Aurora Mazarello, por lá é possível que a reposição seja feita até final de dezembro e não seja necessário estender o ano letivo de 2015 até janeiro de 2016.

“Como não ficamos durante toda a greve sem aula, se trabalharmos aos sábados, feriados e reduzirmos o recesso de dezembro, conseguiremos cumprir este ano”, explicou.

A Seduc informou ainda que o foco agora será na preparação dos alunos para as provas do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Tocantins (Salto) e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Negociação

A greve, que começou no dia 5 de junho, foi declarada ilegal no dia 12 de agosto. A decisão do desembargador Marco Villas Boas determinava pagamento de multa diária de R$ 20 mil ao valor máximo de R$ 200 mil e o corte de ponto daqueles que não retornassem ao trabalho. Mas, apesar da decisão, a paralisação não teve fim e só acabou no dia 27 de agosto, após realização de assembleia geral da categoria.

Dentre os pontos que levaram os professores a aceitar a nova proposta do governo está o pagamento do passivo das progressões de 2013 em quatro parcelas. No começo das negociações, em abril, o governo havia oferecido pagar o passivo em 12 vezes. (Com informações do Jornal do Tocantins)

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