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Cerca de 80 famílias voltaram a invadir um terreno na área urbana de Araguatins. Desde a semana passada, os barracos se espalham pelo local, que supostamente é reivindicado pelo empresário Itamário Antônio Leite de Sousa. Os casebres de madeira e lona estão sendo erguidos às pressas pelas famílias que, já haviam invadido o local, mas em negociação cederam e desocuparam. Eles querem se fixar ali por um motivo em comum: alegam não ter condições de pagar aluguel das casas onde vivem.

Durante esse período as ocupações irregulares já se organizam. Cordas de varal amarradas a estacas demarcam os lotes de cada família. O nome escolhido para batizar o local foi Vila Itamário, segundo os populares para homenagear o empresário que se diz dono do local, mas que segundo eles não consegue provar documentalmente a real propriedade.

João Mendes integrante do movimento
João Mendes integrante do movimento

“O terreno estava vazio e tanta gente precisando morar. Ninguém está aqui por interesse. Tá porque precisa”, sintetiza João Mendes, de 65 anos, um dos líderes da ocupação. “Esta áreas tem servido apenas para esconder gente ruim e se jogar lixo. Buscamos antes averiguar na Prefeitura e nos Cartórios sobre o dono desse local e nada foi encontrado. O senhor Itamario nunca conseguiu provar ser o real dono e não existe nenhum registro disso. Na verdade ele que se apropriar da área. O Ita já tem várias casas na cidade, se for para a Prefeitura doar, que doe para várias famílias carentes, ao invés de dar para ele”, disse.

Segundo os ocupantes, o início da migração ocorreu sem organização, de forma quase espontânea. Moradores sem casa estavam de olho na área, pois sabem que o terreno é da prefeitura e como não existe um programa de habitação, bastou que a primeira família fincasse estacas no imóvel para que as outras fossem atrás.

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Cleone Ferreira Pereira, morador do bairro Cascalheira, comemorou a invasão. “Tem 15 anos que moro aqui, nunca vi a pessoa que se diz dono fazer nada. Aqui só tem servido para as pessoas jogarem lixo e fazerem coisa errada. Agora com essas pessoas aqui, vocês podem ver que até mais limpo está”, afirmou.

Já o Francisco das Chagas comentou à nossa reportagem que a intenção é fazer um barraco no local e sair do aluguel. “Nós somos pobres, não temos condições. Se a pessoas que diz ser dona tivesse documento era um caso até a se conversar, mas nem isso ele tem, quer ganhar a área no grito”, afirmou.

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Por outro lado, o empresário Itamário Antônio, entrou na Justiça requerendo a reintegração de pose. A Justiça marcou uma audiência para o próximo dia 8 de outubro, onde as partes serão ouvidas.

 

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