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O aumento da atual carga tributária foi defendido ontem por parte dos governadores peemedebistas, como alternativa para enfrentar a atual crise econômica e para garantia de um superávit primário no ano que vem. Participaram do jantar com o vice-presidente Michel Temer, governadores e ministros peemedebistas, dentre eles o governador Marcelo Miranda e a ministra da Agricultura, Kátia Abreu.

Durante a reunião, os governadores do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Alagoas e Rondônia pregaram a recriação da CPMF, proposta abandonada pelo governo federal após repercussão negativa de empresários brasileiros. A reportagem procurou a assessoria do governador do Tocantins para saber seu posicionamento em relação a proposta, mas até o fechamento desta matéria não havia retorno.

Cide

A ideia de elevação para a gasolina do Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), defendida pelo vice-presidente para evitar um deficit nas contas do governo federal, também foi pregada no encontro. Em linha contrária, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reconheceu que o cenário econômico é adverso, mas considerou que o aumento da carga tributária pode piorar o atual quadro de recessão do país.

Além dos governadores, participaram da reunião ministros, senadores e deputados do PMDB.

CPMF

“Apresentei a necessidade do retorno da CPMF e o governador do Rio Grande do Sul também, mas o presidente da Câmara dos Deputados acha que não é o momento adequado.”, disse o governador de Rondônia, Confúcio Moura. Segundo relatos de presentes, a elevação da Cide foi defendida pelo governador de Alagoas, Renan Filho, e pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Ela sugeriu ainda a recriação da CPMF pelo período de um ano, como forma de amenizar os efeitos da crise econômica.

Em consenso, os ministros e governadores pregaram a necessidade de uma reforma da previdência e dos cortes de gastos realizados pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. (Jornal do Tocantins)

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