Sem títuloOs alunos do Pará enfrentam várias dificuldades para conseguirem estudar. Algumas unidades estão longe de ser um lugar onde se aprende a ser cidadão. Em uma escola que fica nas ilhas de Belém, a professora só tem um quadro e giz para alfabetizar as crianças ribeirinhas. A unidade de ensino também está sendo atacada por cupins.

Na zona rural de Rondon do Pará, no sudeste do estado, uma escola funciona em uma casa de barro que não tem nada no seu interior e uma das paredes está quase para cair. Também faltam portas e as salas só possuem um ventilador. Em imagens feitas pelos pais dos estudantes é possível ver o colégio cheio de lama após uma chuva. “Isso é bastante desestimulante, tanto para nós quanto para os alunos. Falta tudo do básico”, conta uma professora. “Isso é a maior tristeza da nossa vida”, diz um pai de aluno.

Plano Nacional de Educação

O improviso se repete na maioria das escolas públicas do país. Menos de 5% dos colégios têm a infraestrutura adequada e sem o básico para o conforto de alunos e professores fica muito mais difícil ensinar e aprender. O Plano Nacional de Educação estabelece sete itens de infraestrutura básica para as escolas, mas um estudo do movimento Todos pela Educação revelou que água tratada e energia elétrica só existem em mais de 80% dos colégios, menos da metade das escolas têm bibliotecas, acesso à internet, quadra de esporte, esgoto sanitário e só 8% contam com laboratórios de ciências.

No Norte do país, menos de 1% das escolas têm todos esses itens. A estrutura dos colégios de ensino fundamental é responsabilidade dos municípios. O Ministério da Educação diz que, se alguma prefeitura tiver dificuldades, pode recorrer aos governos Estadual e Federal.

“A gente pensa na educação não apenas como o lugar onde se aprende, mas sim aquele lugar onde se forma um cidadão. Como que a gente pode pensar isso em um local que precisa de elementos básicos para a cidadania?”, explica a coordenadora geral do movimento Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco.

De acordo com a Prefeitura de Belém, a escola ribeirinha já está no projeto de reestruturação e deve passar por uma reforma geral, incluindo a construção de quatro salas de aula. Em relação à escola de Rondon do Pará, o prefeito da cidade informou que a unidade de ensino já foi desativada para uma reforma e os pais dos alunos estão acompanhando de perto os trabalhos de reforma no local. Ainda de acordo com o órgão, houve uma reforma em um prédio provisório, onde está funcionando a escola.

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