Quarenta prefeituras de municípios do sul e sudeste do Pará fecharam as portas na manhã desta quarta-feira (16).  De acordo com as prefeituras, o protesto é contra a redução no repasse de recursos estaduais e federais nos últimos meses, o que estaria prejudicando investimentos em obras e serviços básicos à população.

A Secretária de Comunicação de Estado (Secom) afirmou que não têm condições de dar um retorno agora sobre a questão de repasses de recursos, pois precisa verificar a situação com o secretário estadual de saúde ou com o chefe da casa civil, que discute com os prefeitos da região sobre o assunto em uma reunião que ocorre nesta quarta-feira (16), na Assembleia Legislativa do Pará.

Protestos nos municípios

Em Pau D’arco, houve protestos dos servidores municipais das áreas de educação e saúde por causa da falta de recursos. “A reivindicação é pelo reajuste dos repasses federais, estaduais e a atualização. O Governo Federal está com dois meses de atraso para a saúde e os repasses do estadual para o Samu e farmácia básica já chegam há quase 20 meses. Isso dificulta a vida dos municípios”, diz o secretário de saúde de Pau D’arco, Roniglei Maranhão.

Já no município de Redenção, o prédio da prefeitura e as secretarias de obras, saúde e educação estão fechadas. “Somente a coleta de lixo está funcionando normalmente e os dois hospitais. Os municípios entraram em um acordo para fazer com que os Governos Estadual e Federal possam se sensibilizar na situação dessa crise financeira que os municípios vêm passando”, explica o controlador do município de Redenção, Alessandro Dantas.

Segundo a diretoria da Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins (AMAT), além de Pau D’arco, Redenção e Xinguara, mais 36 municípios do sul e sudeste do estado aderiram à paralisação.

“O Fundo de participação dos municípios, que é um recurso federal, mês retrasado teve uma queda de 28% e, nesse mês, nós tivemos mais uma de 38%, ou seja, está inviabilizando todos os custeios da prefeitura em relação aos gastos públicos que o município tem”, ressalta Alessandro Dantas.

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