Os Ministérios Públicos Federal e do Estado pediram à Justiça o afastamento de três secretários da prefeitura de Tucuruí, no sudeste do estado. Eles são investigados por fraudes em licitações e desvios de recursos, que podem chegar a um total de R$ 38 milhões.

Segundo a denúncia, o esquema de corrupção envolvia uma empresa de fachada, que funcionava no endereço de uma peixaria. Segundo as investigações, a firma estava no nome de dois “laranjas”, que seriam primos de um diretor de tributos da Secretaria da Fazendo do Município. Os procuradores descobriram que o ponto de venda de peixe tinha um contrato de aluguel de caminhões e máquinas para a prefeitura.

“As investigações demonstraram que a sede da empresa não existe e, na verdade, situa-se na sede de uma peixaria, sendo que os serviços prestados dizem respeito a serviços de terraplanagem, construção de estradas e reforma de asfalto”, explica o procurador da república, Luiz Eduardo Smaniotto.

O esquema fraudulento teria começado em 2010, quando a empresa de fachada teria assinado um contrato de R$ 8 milhões com a prefeitura de Tucuruí e envolveu a procuradora do município, que elaborou o contrato com a empresa e a secretária de fazenda que efetuava os pagamentos para a firma. Ela foi afastada no cargo na última segunda-feira.

À pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o afastamento dos secretários dos três cargos ocupados na prefeitura. Os servidores estão impedidos de entrar em qualquer dependência órgão e, caso desobedeçam a ordem judicial, ficaram sujeitos a um novo pedido de prisão.

O primeiro pedido de prisão dos acusados foi feito pelo Ministério Público, mas a Justiça Federal decidiu pelo afastamento dos secretários, que vão responder em liberdade.

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