Depois que teve seu processo de impeachment sacramentando, a ex­-presidente Dilma Rousseff (PT) ainda não tem seu futuro definido. A imprensa nacional especula que ela vai retornar para o Rio Grande do Sul, onde moram seus familiares. Porém, existe a dúvida sobre seu futuro. Certo é que, depois que sua defesa entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o afastamento, Dilma não deve se afastar da política, pelo menos por enquanto. Diante deste cenário, o jornalista Merval Pereira, do canal por assinatura GloboNews, afirmou que a petista pode vir a assumir um cargo de secretária de estado no governo de Flávio Dino, no Maranhão.

Segundo o jornalista, durante participação no Jornal das 10 desta quarta­-feira (31), Dilma Rousseff estaria ganhando uma “ajuda” de Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado, e Ricardo Lewandowski, presidente do STF, para se livrar do juiz Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos da Operação Lava­Jato: “Essa ajuda que o Renan e o Lewandowski deram à Dilma tem um objetivo claro, é blindá­la do juiz Sérgio Moro. Ela, provavelmente, vai ser secretaria de estado ou em Minas, com Fernando Pimentel, ou no Maranhão, com Flávio Dino, que é do PCdoB. E vai ficar protegida da primeira instância do Sérgio Moro”, comentou o articulista, lembrando que Dilma não teve seus direitos políticos cassados.

Logo após a confirmação da saída de Dilma Rousseff da presidência do Brasil, o governador do Maranhão, Flávio Dino, publicou uma foto ao lado da petista, em uma rede social, e escreveu: “Minhas homenagens à companheira Presidenta Dilma Rousseff. A história a absolverá. Avante”.

É bom lembrar que Flávio Dino foi um dos maiores defensores de Dilma Rousseff durante todo o processo, o comunista chegou a viajar para Brasília para tentar articular votos contra o pedido de impeachment. Segundo o secretário de comunicação e assuntos político do Governo do Maranhão, Márcio Jerry, essa possibilidade não foi discutida e não passa de “ficção”. “Só especulação mesmo e dessas sem menor amparo na realidade. Nem ela pediu para ser e nem o governador a convidou, portanto é um tema ficcional, inventado sabe­se lá por qual razão”. (O Estado do MA)

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