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“Eu matei os dois, pai e filho”. As palavras são do caseiro José Bonfim Alves de Santana, de 42 anos, momentos depois de ser preso na noite desta terça-feira (13) em Colinas do Tocantins, norte do estado. Ele é suspeito de matar dois procuradores no interior do Mato Grosso, Saint-Clair Martins Souto e Saint-Clair Souto, pai e filho, respectivamente.

Os dois estavam desaparecidos desde a última sexta-feira (9) em Vila Rica, a 1.276 km de Cuiabá. Santana passou a ser monitorado pela polícia depois que os investigadores confirmaram que ele tinha ido embora da fazenda sem dar qualquer explicação.

Com a quebra do sigilo bancário, os policiais descobriram que a movimentação financeira da conta do suspeito nos últimos meses era bem maior do que salário que ele recebia, R$ 1,2 mil por mês. Ele foi capturado após fazer um saque em uma agência em Colinas do Tocantins.

“Eu estava ali, a polícia me encontrou, me abordou, eu não reagi, me entreguei. Estou confessando o crime, agora vou pagar pelos meus erros”, disse após a prisão.

Com o suspeito, os policiais apreenderam uma camionete, mais de R$ 5 mil e uma arma que teria sido usada para matar os procuradores. O caseiro era funcionário da família há oito anos. Um desentendimento por causa da venda de gado teria motivado o crime.

“Ele cuidava de todo o gado da fazenda. O patrão dele ficava cinco meses sem ir ao local. Ele disse que fazia as vendas desse gado. Posteriormente, o patrão chegou a verificar que o dinheiro não estava sendo repassado para sua conta e o gado estava diminuindo na fazenda e começou a cobrar dele”, contou a delegada Olodes Maria Freitas.

De acordo com o chefe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) de Mato Grosso, Flávio Stringueta, durante interrogatório no Tocantins, o gerente da fazenda apontou o local onde deixou os corpos.

A previsão é que Barbosa seja transferido para o estado do Mato Grosso nesta quarta-feira (14).

Entenda

Saint-Clair Martins Souto procurador aposentado no Distrito Federal e Saint-Clair Souto procurador do Rio de Janeiro desapareceram na sexta-feira (9), quando foram a uma fazenda em Vila Rica e não deram mais notícias. A família registrou o desaparecimento dos procuradores na segunda-feira (12), após ambos não retornarem para Brasília, como previsto.

De acordo com o delegado de Vila Rica, Gutemberg de Lucena, que chefia as investigações, as buscas estão sendo realizadas no local onde o suspeito disse ter abandonado os corpos dos procuradores. (G1)

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