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O futuro dos araguatinenses, Manoel Fabrício Teles Pereira, Estevão Emílio Castro e Antônio Mendes Nonato, envolvidos na morte do dentista, Klébio Pereira Guedes, começou a entrar na reta final, com a audiência nesta segunda-feira, 19, no Fórum de Augustinópolis, onde com a presença dos três acusados, foram ouvidas as nove testemunhas de acusação.

Em novembro, será a vez das testemunhas de defesa serem ouvidas e logo após, será a vez de Fabrício, Estevão e Antônio Mendes se pronunciarem, antes do Júri Popular, que ainda não tem data marcada.

Nesta segunda, foi apresentado todo o enredo do crime, que segundo a Polícia Civil, começou mesmo pelos ciúmes de Fabrício, que descobriu estar sendo traído por sua namorada Ana Paula Guimarães Silva que flertava com Klébio.

Segundo a tese de acusação, Fabrício contratou Estevão por R$ 5 mil, para que ele providenciasse e montasse todo o esquema. Estevão teria então contratado Antônio Mendes, que morava em Aparecida de Goiânia-GO. Os três seqüestraram Klébio em Augustinópolis e executaram o dentista as margens da rodovia Transamazônica, ocultando o cadáver no mato.

Conforme os depoimentos, Klébio foi seqüestrado em sua residência e executado na mesma noite com dois tiros dados por Antônio Mendes e um por Estevão Emílio.

Após a divulgação do sumiço de Klébio e as características do veículo, uma testemunha ligou para a Polícia Civil denunciando a localização do automóvel. Uma equipe se descolou até Parauapebas-PA, onde encontrou o carro e telefone celular que pertenciam ao dentista. No celular do receptador, estava agendado o número de quem ele teria adquirido o veículo, com a identificação “Estevão Finan”. Fato que levou a investigação chegar até Estevão.

Segundo os policiais, logo após a prisão, Estevão teria dito que a vítima estava amarrada e contou sua versão dos fatos. Após levar a policia ao local e encontrar o corpo do dentista em avançado estado de putrefação, Estevão acusou Antônio Mendes como autor do homicídio e disse que o plano não era de matar, mas apenas assustar.

Depois de preso, Antônio admitiu ter efetuado dois disparos, mas acusou Estevão de dar o terceiro. A arma do crime foi recuperada dias depois, também no Goiás, na casa onde morava Antônio Mendes, em um local indicado por ele.

Vale ressaltar que os acusados ainda terão suas testemunhas de defesa ouvidas.

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