Os números de casos de malária no Pará reduziram 30%, se comparado ao memso período de 2014, segundo dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Entre janeiro a setembro de 2015, foram registrados 7.702 casos de malária, sendo que em 2014, neste mesmo período, o número de casos confirmados foi de 10.455.

“As ações de prevenção e combate são realizadas com o apoio de barcos grandes e voadeiras que levam microscopistas para os municípios. Além, é claro, da distribuição de mosqueteiros para prevenção da doença à população, principalmente dos municípios de difícil acesso”, disse Bernardo Cardoso, diretor do Departamento de Controle de Endemias da Sespa.

Também foram implantadas Unidades de Diagnóstico e Tratamento (UDT) em todo o território paraense. São 860 no total. Além disso, as equipes de campo estão equipadas com motos, carros e utilizando microscópios que ajudam a detectar a doença juntamente com as secretarias de Saúde dos 144 municípios.

“No ano passado, de janeiro a dezembro, foram constatados cerca de 13 mil casos e esse ano a previsão é de no máximo 9 mil. Uma redução significativa da doença”, acrescentou Bernardo Cardoso.

Redução da doença
O número de casos caiu de mais de 180 mil, em 2010, para cerca de 11,6 mil em 2014. As principais ações que levaram a esse resultado positivo foram a distribuição de 180 mil mosquiteiros impregnados de inseticida à comunidade e a garantia de funcionamento das Unidades de Diagnóstico e Tratamento (UDT), onde são feitos os exames laboratoriais para diagnóstico da malária e distribuídos os medicamentos. Desde a década de 90, o controle da malária é focado no diagnóstico precoce e tratamento da doença. A borrifação, que tem como alvo o mosquito, é usada em casos especiais, devido ao risco de contaminação das pessoas e meio ambiente.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.