O final de ano se aproxima e muitas pessoas ficam na expectativa de conseguir um emprego temporário nas lojas do comércio de Belém, mas as contratações estão escassas e, até agora, poucas admissões foram efetivadas. De acordo com Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), todos os setores da economia tiveram um saldo negativo no início deste semestre e, apesar de ser final do ano, período em que geralmente há muitas contratações, este ano deve ser diferente.

No último mês de agosto, na região metropolitana de Belém, foram registrados 11.498 mil demissões contra 10.049 contratações, uma perda de 1.449 mil vagas de emprego.

A desempregada Tainara Verderosa se prepara para mais uma tentativa de conseguir um emprego. Desde maio, ela almeja um lugar no mercado de trabalho. “Eu procuro na internet, jornal e os meus amigos me avisam sobre algumas vagas. Eu cheguei a fazer algumas entrevistas, mas, até agora, nenhuma oportunidade surgiu”, conta.

Na casa do trabalhador, localizada no bairro de Nazaré, a maioria das pessoas está em busca do seguro-desemprego. O operador de martelete Mário Padilha foi demitido há um mês. Ele é da área da construção civil, setor que mais dispensou trabalhadores nos últimos meses. “Na minha equipe eram 35 [trabalhadores] e aí saíram 19 só em uma ‘lapada'”, diz o trabalhador.

No centro comercial de Belém, o movimento está devagar. “Em relação aos outros anos, esse está sendo o pior de todos”, lamenta a vendedora Léa Castilho. “Conforme o movimento, a gente vai contratando os funcionários. A gente contrata dois, depois mais dois”, diz o gerente de loja, Silvio Marques.

“Nos anos anteriores, as contratações das grandes empresas, que geralmente começam no mês de outubro, até agora não aconteceram. Vai acontecer em uma escala menor e o pequeno varejo só contrata no final de novembro e início de dezembro para pode atender o mês de dezembro todo”, explica o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas), Joy Colares.

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